fbpx

Imortalizada pela música, Nina Simone ganha documentário

Por Maya Santana

Uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos

Uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos, ela morreu aos 70 anos, em 2003

Nina Simone, nascida nos Estados Unidos, radicada na França, onde morreu aos 70 anos, em abril de 2003, foi aquele tipo de artista que torna-se lenda ainda em vida. Assisti a dois shows memoráveis dela em Londres. Teve uma vida atribulada, envolveu-se com bebida, brigou com todo mundo, inclusive com o país onde nasceu, que trocou pelo interior francês. Diziam que sofria de bipolaridade. Era incontrolável. Agora, 12 anos após a sua morte, a pianista, cantora, compositora e ativista pelos direitos civis ganha documentário, que não vejo a hora de assistir.

Leia o artigo publicado pelo portal Uai:

Nina Simone pertence a uma cada vez mais rara categoria de artistas que não têm fãs, e sim seguidores. A força da voz e das interpretações e a verve politizada fizeram com que o canto da norte-americana fosse reverenciado em todo o mundo, por diferentes gerações. What happened, Miss Simone? (O que aconteceu, senhorita Simone, em livre tradução), documentário que o Netflix estreou semana passada, tem a missão de tentar traduzir um pouco da grandiosidade da obra de uma das artistas mais importantes do século 20.

A missão é quase impossível, já que Nina, como o filme reitera infinitas vezes, tinha uma personalidade dificílima — comparável apenas, talvez, ao tamanho de seu talento. “Eu escolhi refletir as situações nas quais eu me encontrava. Como você pode ser artista e não ser um reflexo do seu tempo?”, diz ela no longa-metragem. A conturbada trajetória de Eunice Kathleen Waymon, nascida no estado norte-americano da Carolina do Norte e morta em 2003, aos 70 anos, iniciou-se com os estudos de piano erudito.

Ainda garota, Nina mostrou-se virtuosa e dedicou longos anos ao instrumento: queria ser a primeira concertista negra dos EUA. Só começou a cantar para ganhar uns trocados depois de ser rejeitada em um conservatório. O motivo da recusa, ela só entenderia depois, era a cor de sua pele. O talento colossal de Nina Simone veio acompanhado de algumas frustrações. Ciente de seu dom, ela se incomodava com o fato de nunca ter atingido o sucesso do qual acreditava-se merecedora.

A artista foi diagnosticada com transtorno bipolar na década de 1980. Antes disso, meteu-se em encrencas monumentais. A personalidade forte e beligerante fez com que Nina se tornasse uma pessoa solitária. What happened, Miss Simone? apresenta essas diversas facetas da cantora e pianista, a partir de depoimentos, entrevistas e imagens de arquivo, algumas delas raras e inéditas. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

três × 4 =

1 Comentários

Avatar
Marina Auad 20 de agosto de 2015 - 11:53

Fã de Nina mas sem conhecer sua história de vida.Estou amando conhecer um pouco desta Diva maravilhosa.

Responder