Inédito: 4 mulheres no poder na América Latina

Por Maya Santana
Michelle, 62, Cristina, 60, e Dilma, 66: as três poderosas da América do sul

Michelle, 62, Cristina, 60, e Dilma, 66: as três poderosas da América do sul

Quando a presidente eleita do Chile Michelle Bachelet, 62, tomar posse, em março de 2014, a América Latina terá pela primeira vez quatro países governado por mulheres. As outras presidentes em exercício na região são Dilma Rousseff, 66,  Cristina Kirchner, 60, na Argentina, em seu segundo mandato, e Laura Chinchilla, 54, que vem  governando a Costa Rica, país da América Central,  desde 2010.

Duas mulheres também exercem o papel de primeira-ministra em países do Caribe: Portia-Simpson Miller, na Jamaica, e Kamla Persad-Bissessar, em Trinidade e Tobago. A filha do ex-presidente Salvador Allende, Isabel, poderá se tornar a primeira mulher  a chegar à presidência do Senado chileno. Essa ascensão política feminina na região desde 2006, quando Bachelet foi eleita pela primeira vez, se deve em parte a um grande desgaste com os políticos como um todo e à demanda por renovação nesses países, segundo Kirsten Sehnbrunch, diretora do Centre for New Development Thinking da Universidade do Chile.

“As pessoas em geral confiam mais nas mulheres do que nos homens e isso se projeta nas eleições. E as mulheres também não têm a imagem associada à corrupção”, afirma a autora do livro “Chile debaixo do Arco-Íris: 20 Anos da Concertação”.

Laura Chinchilla, 54, preside a Costa Rica desde 2010

Laura Chinchilla, 54, preside a Costa Rica desde 2010

Nos últimos 40 anos, houve dez presidentes mulheres na América Latina. A primeira herdou o poder de seu companheiro; outras tiveram papel institucional em determinado momento e um terceiro grupo, como as que estão atualmente no poder, batalhou por seu próprio destino político.

Em países europeus, seja por hereditariedade (as rainhas britânica e dinamarquesa, por exemplo) ou ação política (Margaret Thatcher, a alemã Angela Merkel, as irlandesas Mary Robinson e Mary MacAleese), é mais comum a presença feminina nas chefias de governo ou de Estado, com maridos que passam quase despercebidos.

Mas, ainda que muitas partes do mundo tenham dado passos inegáveis pela integração das mulheres às instâncias de poder, ainda não se pode falar de uma maturidade definitiva – que chegará só quando não for mais notícia o fato de uma mulher candidata ou eleita. A participação feminina também teria de crescer em outras instâncias. No Brasil, por exemplo, apenas 12% das parlamentares são mulheres. (Fontes: Folha e BBC Brasil).


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais