Ismael Ivo, nosso bailarino consagrado no exterior

Por Maya Santana

Em Viena, na Áustria, ele fez 9 apresentações para casa lotada

Ana Maria Cavalcanti

O brasileiro Ismael Ivo, um dos maiores nomes da dança contemporânea internacional, está mais uma vez no Brasil para uma nova turnê. Ele acaba de se apresentar em São Paulo, com o espetáculo Francis Bacon. Junto com mais três dançarinos da companhia que leva seu nome, Ivo transforma em movimento os quadros do famoso pintor irlandês. A peça recria, em setenta minutos, as imagens das pinturas assustadoras de Francis Bacon com passos bruscos, gemidos, sussurros e gritos.

Dança é uma representação dos quadros do irlandês Francis Bacon

“Não se trata de uma apresentação fácil para o espectador”, reconhece Ivo. Ainda assim, o espetáculo agradou ao público de Viena, na Áustria. Recentemente, passou por lá com duas sessões programadas. Foram necessárias sete datas extras (todas com ingressos esgotados) para atender à demanda.

Paulistano da zona leste, Ismael vive na Alemanha há quase 20 anos

Nascido na zona leste de São Paulo, Ismael Ivo começou a se interessar pelos palcos quando ainda era criança. Foi parar em um curso de balé clássico, mas a empolgação não durou muito. “Percebi que não é todo dia que um negro faz o papel do príncipe em O Lago dos Cisnes, por isso resolvi criar um repertório próprio”, conta.

Acabou descoberto em um festival na Bahia, em 1983, pelo coreógrafo americano Alvin Ailey, que lhe ofereceu uma bolsa de estudos em Nova York. Agora, Ivo só volta ao Brasil para se apresentar e “comer arroz e feijão”. Atualmente, o dançarino comanda dois importantes festivais de dança da Europa, o da Bienal de Veneza e o ImPulsTanz.

Poliglota, gostaria de ser diretor de uma companhia no Brasil

Poliglota, de sotaque carregado, o homem de 1,80 m, que não revela a idade mas, está na casa dos 50, não deve parar de dançar tão cedo. “Seguirei enquanto o prazer for maior que a dor”, afirma. Ismael Ivo acha que está pronto para realizar seu grande sonho: “Gostaria de ser diretor de dança de uma companhia oficial no Brasil, de poder passar toda minha experiência, que vai do afro ao clássico, passando pelo butô, dança contemporânea e dança-teatro. Acho que sou um dos únicos brasileiros que têm esse tipo de história, linguagem e material.


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1 Comentários

MARINEZ MARAVALHAS 24 de outubro de 2012 - 17:14

Tive o privilégio de assistir ao último espetáculo em São Paulo e fotografá-lo no início de sua carreira para o antigo IDART, atual ARQUIVO MULTI-MEIOS da Prefeitura de São Paulo.

PARABÉNS ISMAEL IVO

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