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Sem idade para ver o mundo: histórias de viajantes com mais de 60

Por Maya Santana

Vera Iaconelli num balão na África do Sul: "Comecei a viajar quando tinha quase 80 anos"

Vera Iaconelli num balão na África do Sul: “Comecei a viajar quando tinha quase 80 anos”

Esta excelente reportagem de Adriana Terra para o Uol mostra que realmente não há idade para se viajar, conhecer mundo, vivenciar outras culturas, ver de perto os hábitos de povos diferentes. Mas viajar na idade madura tem outro sabor. Sem preocupação com filhos, horários ou compromissos, esta é a época da vida em que se pode fazer tudo que não conseguimos fazer em outras fases da vida. A história de Vera Iaconelli é um exemplo disso. Ela começou a viajar quando já tinha quase 80 anos. Aos 89, já rodou para os mais diversos cantos do planeta. Uma inspiração.

Leia:

A vontade de viajar sempre existiu, mas foi preciso maior liberdade profissional e financeira para que o locutor Edson Maziero, 66, passasse a se jogar mais pelo mundo.

“Sempre tive esse ímpeto de viajar, mas quando você é mais jovem não tem dinheiro para fazer muita coisa. E mesmo culturalmente, que eu venho de uma família muito pobre. Meu começo de viagem foi com 32 anos, fui para a Inglaterra e fiquei lá dois anos. Aí o bichinho mordeu”, conta ele, que já conheceu 21 países e 315 cidades, a maioria dos destinos após os 60 anos.

Já para Vera Iaconelli, a aventura começou aos 80, quando ficou viúva e passou a fazer viagens com a filha: juntas, nos últimos dez anos elas voaram de balão na África, enfrentaram gelo e cataratas na América do Sul e caminharam sobre o vidro no deserto dos EUA.

Edson Maziero decidiu que queria mudar totalmente de vida quando fez 60 anos

Edson Maziero decidiu que queria mudar totalmente de vida quando fez 60 anos

Encarando a viagem como um processo constante, após um mochilão pela Europa aos 60, a jornalista Iracema Genecco passou a descobrir novas formas de rodar o mundo. Hoje, tem conhecido diversas cidades trocando hospedagem por tarefas em casas e fazendas em interiores — quando conversou com o UOL, por exemplo, ela estava em Coimbra, Portugal, preparando-se para passar uma temporada em um local onde se trabalha com azulejos.

Nem sempre a experiência é perfeita, mas sempre é de aprendizado. “Costumo dizer que eu aprendi mais sobre mim mesma nesses anos do que sobre os lugares que visitei”, diz Iracema, que hoje tem um blog de viagens.

Abaixo, convidamos esses três viajantes inspiradores para dividir algumas histórias e nos contar um pouquinho sobre sua paixão por conhecer novos lugares e pessoas.

Vera em Bariloche, onde praticou até o skibunda

Vera em Bariloche, onde praticou até o skibunda

De Ushuaia a África do Sul, a aventura começa aos 80

“Eu comecei a viajar quase com 80 anos, porque tinha muitos filhos e meu marido não gostava de se separar dos filhos. Quando ele faleceu, eu e uma filha resolvemos viajar, e aí eu peguei gosto por viagens — principalmente as que tenham coisas bem diferentes. Eu fui pra Ushuaia, fui a El Calafate, onde voltei recentemente. Dou preferência para viagens como a África, que eu amei de paixão.

Lá eu fiz safári noturno, é uma viagem lindíssima que amei muito. Em Bariloche, por exemplo, eu fiz esquibunda. E fui pra Las Vegas porque eu queria conhecer o Grand Canyon. Fui naquela passarela, fui a vários cassinos, caminhei na passarela de vidro — que a minha oftalmologista diz que morreu de medo, caminhou engatinhando, mas eu achei uma coisa tão simples… em Las Vegas, em 4 ou 5 dias eu achei que já vi tudo, porque minha viagem não é assim de passeios chiques. Eu prefiro coisas diferentes.

Então nós resolvemos ir pro Havaí e eu me apaixonei, lá é fantástico. Fui no submarino que sai do Waikiki, onde você vê os corais, voei de helicóptero em volta do [vulcão] Kilauea. Tem uma prima do meu marido que quando a gente vai viajar fala: tem que ir em tal restaurante, em tal boate. Eu acho um absurdo, dispenso essas indicações de restaurantes, eu prefiro fazer coisas diferentes. Por exemplo, fui a Pearl Harbor. Gosto de coisas assim. Já viajei de balão várias vezes. No meu 80º aniversário eu voei de balão pela primeira vez em Boituva [interior de SP]. Depois viajei na África de balão, fui ver a casa do Mandela em Soweto. Na Argentina em Luján tem um zoológico onde você pode andar de camelo — eu andei, é horrível (risos). Clique aqui para ler mais.

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