Jabuticaba, fruta brasileira até o caroço

Por Maya Santana

Final do ano é a época em que a fruta fica deliciosamente madura

Nana Tucci

A mais brasileira das frutas tem aparência de durona. Puro disfarce. Um apertão… e ploct. A jabuticaba explode e expele sem resistência sua polpa doce e esbranquiçada. Bom mesmo é comer arrancando direto do pé, escolhendo as mais graúdas. Ou de baciada, uma atrás da outra.

Como tem apenas uma safra por ano, entre agosto e novembro, fim de inverno e primavera, a jabuticaba é a fruta que nos ensina a esperar. Fora de época, não chega às gôndolas do mercado nem às feiras livres – vez ou outra há uma safrinha entre fevereiro e abril, mas não o suficiente para ser comercializada. Por isso, quando chega a primavera, ninguém quer dar à jabuticaba outro fim que não seja o da ladroíce no pé. É nessa época que ela (re)aparece nos cardápios dos restaurantes, transformada em sorbets, caldas, caipirinhas e “jabuticabas” – como chamam as esferas da fruta feitas por Helena Rizzo no Maní.

Para caipirinha, tem a vantagem de ser doce. Não precisa de açúcar

Da família das mirtáceas – a mesma da pitanga -, a jabuticaba é uma fruta exclusivamente brasileira, típica da Mata Atlântica. Apesar de haver cerca de 15 variedades da fruta, pouca gente distingue bem uma da outra, diferentemente de bananas (prata, maçã, nanica) e laranjas (lima, baía, pera). É que a única jabuticaba amplamente comercializada é uma espécie chamada sabará (Myrciaria jaboticaba), considerada a mais doce. A paulista (Myrciaria cauliflora), maior e mais azedinha, também pode ser encontrada.

Um tipo raro e incomum bastante cultuado no universo jabuticabeiro é a branca (Myrciaria aureana), que, diferentemente de todas as outras, é verde. As variedades restantes? Só procurando de pomar em pomar.

O cultivo de jabuticaba se concentra no centro-sul, em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Goiás, onde chove bastante – solo úmido é essencial para manter a jabuticabeira fértil. Nas outras regiões a fruta também é produzida, mas não com tanta fartura. E ela já chegou até a outros países: há produção na Flórida, Estados Unidos; em países latino-americanos como a Argentina e até no Japão – em Shizuoka, o produtor Yoshinari Nishikawa tem uma plantação, aberta à visitação, com mais de cem árvores. Leia mais em www.estadao.com.br


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2 Comentários

Nenez 19 de setembro de 2014 - 17:54

Adoooooooro!!!!!

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toninho reis 18 de dezembro de 2012 - 14:42

ummmmmmmmmmmm, lendo esta materia, me veio na memoria o cheiro o sabor desta fruta sedutora, que saudade,bjs

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