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Juntos há 50 anos, eles viraram parceiros na arte

Por Maya Santana

Sebastião  e Lélia Salgado são como carne e osso

Sebastião Salgado, 70, e Lélia Wanick,66, são “carne e unha”

O nome dela é Lélia Wanick. Nasceu há 66 anos no Espírito Santo. Hoje, mora em Paris com o marido, o mineiro Sebastião Salgado, 70, o mestre da fotografia que se projetou internacionalmente. A colunista da Folha, Mônica Bergamo, entrevistou Lélia e mostra neste artigo a força extraordinária que ela exerce sobre Sebastião e sua arte. É ela, formada em arquitetura e urbanismo na capital francesa, que concebe cada um dos projetos dele, como Gênesis, cuja exposição das fotografias continua correndo mundo. Os dois estão juntos há 50 anos e, como se diz, são “carne e unha.”

Leia o artigo:

Experimente perguntar a Lélia Salgado se ela é mulher do fotógrafo Sebastião Salgado. “Ele que é meu marido”, será a resposta. “Ninguém pergunta ao Tião se ele é meu marido”, diz ao repórter Morris Kachani.

Juntos há 50 anos, Sebastião e Lélia formam uma bem-sucedida parceria no exclusivo universo da fotografia autoral. A ponto de até mesmo o consagrado fotógrafo de guerra James Nachtwey declarar: “Eu também queria ter uma Lélia para mim”. Sobre ela, diz o companheiro: “A gente é sócio na vida. Não é a mulher que está por trás, é a mulher que está ao lado”. E acrescenta: “Falar dela é que nem falar de mim. Não sei onde eu começo e a Lélia acaba”.

Lélia: tão poderosa quanto o próprio fotógrafo, hoje, grife internacional

Lélia, 66, capixaba, é a grande força por trás do fotógrafo

É difícil definir o trabalho que a capixaba de 66 anos, signo de leão com ascendente em leão, formada em arquitetura e urbanismo em Paris, desenvolve. Curadora certamente ela é. Junto com o marido, 70 (aquário com touro), ela concebe os projetos e procura viabilizá-los. Também seleciona imagens, coordena a produção das viagens, a edição dos livros, a montagem das exposições e a produção de fotos para colecionadores, vendidas ao preço médio de US$ 40 mil.

Tudo a partir do escritório da Amazonas Images, em Paris, que conta com sete funcionários e um laboratório digital, além dos arquivos. Lélia ainda participa de algumas expedições. “Tem que ir ver, sentir o cheiro.” No monumental projeto “Gênesis” foi a Galápagos, Papua Nova Guiné, Indonésia, Uganda e Patagônia. E caminhou 350 km pelas montanhas da Etiópia. “Nas viagens não pode ter frescura. Tem que topar dormir em qualquer lugar, tomar banho no rio ou simplesmente não tomar banho.”

O custo das viagens varia de 60 a 100 mil euros. A logística envolve a montagem de caravanas com cozinheiros e assistentes, e vários jegues, como na Etiópia. Ou 40 dias em barco alugado, sem sair dele, no caso da Antártida.

“O Tião é quem vai fotografar. Mas eu que sei aonde ele tem que ir”, resume ela, em meio à montagem de “Gênesis”, dentro do FestFoto de Porto Alegre, na última quarta, a um dia da abertura da exposição. Com um vigor físico notável (“a gente só não pode envelhecer na cabeça”), Lélia observava a evolução dos trabalhos, de fita métrica à mão. Clique aqui para ler mais. ~

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1 Comentários

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lisa santana 16 de março de 2014 - 17:37

Eles são o máximo de sofisticação humana. Imagine dez casais como estes pelo Brasil afora?

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