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Laurentino Gomes fecha trilogia com o livro "1889"

Por Maya Santana

Com este novo livro, o autor completa seu trabalho iniciado com "1808" e "1822¨"

Com este novo livro, o autor completa seu trabalho iniciado com “1808” e “1822¨”


Quem leu os dois primeiros livros de Laurentino Gomes – 1808 e 1822 – tem bons motivos para se alegrar com a notícia de que chegou às livrarias “1889”, o terceiro e último da série, que já fez história ao se tornar um dos livros de história brasileira mais vendidos do país em todos os tempos. Juntos, os dois volumes venderam 1,5 milhão de exemplares não apenas no Brasil, mas em Portugal também. Li os dois e gostei imensamente. Precisamos de mais e mais trabalhos de qualidade sobre a nossa História, tão pouco conhecida da vasta maioria dos brasileiros. A expectativa é que “1889” – trata do fim da monarquia e da proclamação da República -, repita o sucesso dos anteriores. O artigo abaixo, de João Paulo, do portal Uai, mostra o quanto é interessante esse lançamento:
“Reportagem histórica. A definição do gênero praticado por Laurentino Gomes, autor dos sucessos 1808 e 1822, é uma aproximação de dois campos do saber. Do jornalismo ele busca a correção, o império do fato, a pesquisa exaustiva, o texto leve, a articulação entre estrutura e personagens, a captação do interesse do leitor disperso entre outras notícias. Da história vem o tema, o rigor, o cuidado para não incorrer em anacronismos, a busca em iluminar o presente com o conhecimento do passado.
O sucesso de público dos dois primeiros livros do jornalista – que venderam juntos mais de 1,5 milhão de exemplares no Brasil e em Portugal – é indicação  de que o estilo atrai leitores quando praticado com seriedade. Se 1808, que abriu a série, quando foi lançado tinha a seu favor o bicentenário da chegada da família real ao Brasil; e 1822, sobre a Independência, chegava num momento especial das relações entre o país e Portugal, o desafio agora era trazer o interesse para o mais próximo possível das raízes da realidade atual. Afinal, deve ser por isso que a história anda fazendo tanto sucesso nas livrarias, nas bancas de revista, nos eventos literários e nas telas de cinema: o brasileiro quer saber – e fazer – mais do que demonstrou ser capaz até agora.
O autor com os dois livros que venderam juntos mais de 1,5 milhão de exemplares no Brasil e em Portugal

O autor com os dois livros que venderam juntos mais de 1,5 milhão de exemplares no Brasil e em Portugal


Laurentino manda hoje para as livrarias de todo o país o terceiro volume de sua trilogia sobre o século 19 brasileiro, 1889 – Como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a Proclamação da República (Editora Globo) e diz que encerra com ele sua série de títulos com datas na capa. Entre os projetos que acalenta está uma biografia de Tiradentes. O tema da República brasileira – processo que começou quase por acidente e ainda não completou seu ciclo histórico – tem o estímulo de um período marcante do passado e um impulso para compreender mazelas que habitam o presente, elementos que definem bem o projeto do autor.
O livro segue de perto o método dos anteriores. Só que não se trata agora de um regime que desperta apenas interesse histórico, mas do nosso próprio sistema de governo, a República. Compreender como foi pensada, instaurada e desenvolvida em seus primeiros momentos é uma forma de buscar a genealogia do que somos. Se o povo foi descartado no momento de sua proclamação, tendo assistido a tudo “bestializado”, e assim permaneceu por mais de 100 anos, o momento da República agora é outro. Como afirma Laurentino Gomes, “é desse desafio que os brasileiros se encarregam atualmente”.
O autor fez o dever de casa. A bibliografia anota mais de 150 livros, entre clássicos de Sérgio Buarque de Holanda, Emília Viotti da Costa e José Murilo de Carvalho, Heitor Lyra, Oliveira Lima, Hélio Silva e Gilberto Freyre, além de pesquisas em universidades brasileiras e norte-americanas em busca de documentação sobre o período. Laurentino, como repórter, viajou ainda aos locais que serviram de cenário, para dar cor local e atmosfera ao texto. O autor deixa claro, no entanto, que não é historiador nem tem revelações e novas interpretações a fazer. Seu trabalho é ordenar, dar consistência e narrar o período histórico com o máximo de clareza e graça.” Leia mais em uai.com.br

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monica minelli 4 de outubro de 2013 - 03:23

Quem quer saber da onde vem nossas raízes políticas, não pode se eximir desta leitura. !!!!

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