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Leila Pinheiro: discos prontos e um show a estrear

Por Maya Santana

A cantora, 53 anos, é uma das grandes da música popular brasileira

A cantora, 53 anos, é uma das grandes da música popular brasileira

‘É samba que eles querem. Eu tenho! É samba que eles querem. Lá vai! É samba que eles querem. Eu canto!’, diz uma antiga canção “A ordem é samba”, de Jackson do Pandeiro e Severino Ramos. Se todos querem, por que não dar? E é justamente o samba que vai permitir à cantora Leila Pinheiro colocar mais um show em cartaz. Aos 32 anos de carreira e 53 de idade, Leila anda preocupada com os rumos da indústria da música e da falta de patrocínio para lançar trabalhos novos e compositores poucos conhecidos.

Por isso, resolveu montar o show Eu canto samba, no qual reúne clássicos de Dorival Caymmi, Ary Barroso, Nei Lopes, Ivan Lins, Zé Kéti, Cartola, Noca da Portela e composições de Jorge Aragão, Arlindo Cruz e Eduardo Gudin. O show, sem qualquer patrocínio ou incentivo, estreia, em uma única apresentação, no Teatro Net Rio, no Rio de Janeiro, na terça-feira (16). Depois, Leila faz outra apresentação no Parque de Madureira, perto da comunidade da Serrinha, local de onde vem o quarteto de músicos que a acompanham no projeto: Diogo Cunha (7 cordas), Quininho (percussão e violão), Alan Gonzaga (percussão) e Thiago da Serrinha (cavaquinho, bandolim e violão).

“O viés do samba sempre esteve dentro da minha história, claro, mas ele, no momento, é a melhor opção para eu poder manter o meu trabalho”, diz Leila, para justificar que, ao cantar um repertório só com sambas, não está fazendo qualquer concessão ou alterando os rumos de sua carreira. Além do show, Leila tem outros dois CDs prontos e repertório inédito guardado. Mas vai esperar “as coisas acontecerem”. “Não vou dar mais a cara a tapa. Dói!”, diz. Confira a entrevista com a cantora.

ÉPOCA – Por que um show só com sambas?
Leila Pinheiro –
O samba sempre esteve nas minhas escolhas. E fui lançada com um samba, o “Verde” (Eduardo Gudin – Costa Netto). E eles estão dentro da MPB, que é o que eu canto há 32 anos. Mas o mundo e o mercado da música estão mais para me ouvir cantar samba, tocar cavaquinho e me ver de pé no palco, feliz, do que para me ouvir sentada no piano, que é como eu tenho me apresentado ultimamente. Eu não posso esquecer que preciso viver, pagar minhas contas. O mercado está cada vez mais recessivo. Eu preciso estar cada vez mais a favor dessa maré e cada vez menos contra ela. O mundo da música está cada vez mais inóspito. Está cada vez mais difícil. Eu adoro me apresentar sozinha, tenho uma liberdade maior. Mas o alcance de um show sozinha e um show com uma banda é absolutamente diverso.

ÉPOCA – Caiu o número de shows?
Leila –
Absurdamente. Nunca teve um começo de ano tão parado como este. Principalmente para artistas como eu. É a primeira vez que estou falando isso abertamente. Não tem sido fácil. Eu preciso viver e manter minha carreira dignamente. Se eu sentir que terei que pegar um atalho da música, não fazer mais o que eu acredito, eu paro. Vou fazer outra coisa. O viés do samba sempre esteve dentro da minha história, claro, mas ele, no momento, é a melhor opção para eu poder manter o meu trabalho. Leia mais em  epoca.com.br

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1 Comentários

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Toninho Reis 13 de abril de 2013 - 14:46

Gostoso de ouvir…muito gostoso…………………………

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