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A atriz Letícia Sabatella revelou, em entrevista ao jornal O Globo, ter sido diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA) aos 52 anos, destacando que o diagnóstico tardio ampliou sua compreensão sobre si mesma e sobre o fato de muitas mulheres serem subdiagnosticadas. Em campanha do Ministério da Saúde, ela afirmou que a arte foi fundamental para sua inserção social, funcionando como um meio de expressão e adaptação.
O tema ganha relevância especialmente em abril, mês de conscientização sobre o autismo.
“Meu diagnóstico chegou aos meus 52 anos. A confirmação do espectro abriu muitas percepções. Me fez compreender como as mulheres da nossa sociedade muitas vezes são subdiagnosticadas e quanto isso é um atraso na compreensão das complexidades humanas que acercam as mulheres”, diz a atriz em vídeo publicado pelo Ministério da Saúde.
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Especialistas apontam que o aumento de diagnósticos não indica mais casos, mas sim a correção de uma histórica invisibilidade feminina nos estudos, antes focados majoritariamente em meninos. Muitas mulheres cresceram sem diagnóstico, sendo rotuladas de forma equivocada.
Segundo o psiquiatra Luis Augusto Rohde, em entrevista ao O Globo, a ampliação dos critérios diagnósticos e a visão mais abrangente do espectro explicam o crescimento dos casos identificados, incluindo características antes vistas apenas como traços de personalidade.
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