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Auschwitz 70 anos depois: revisitando o horror

Por Maya Santana

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Fotos do campo de extermínio, na Polônia, e de sobreviventes e seus parentes

Apesar do tempo transcorrido, Jósef Paczynski parece não ter esquecido nem um dia dos cinco anos que passou em Auschwitz. Nesta terça-feira, data do 70º aniversário da libertação do lugar que simboliza a barbárie nazista, esse homem a ponto de completar 95 anos poderá recordar, por exemplo, a primeira vez que teve de cortar os cabelos do carcereiro-mor do campo de concentração e extermínio, o alemão Rudolf Höss. “Entrou e não disse absolutamente nada. Claro que pensei que poderia matá-lo, mas sabia o que aconteceria comigo e com muitos prisioneiros. Conhecia as represálias habituais”, conta, não muito longe do lugar onde sofreu o que hoje é impossível de imaginar.

Uma dúzia de chefes de Estado – entre eles os presidentes da França, Alemanha, Polônia e Ucrânia – prestarão homenagem aos mais de 1,1 milhão de homens e mulheres mortos em Auschwitz e aos 7.000 que ainda estavam vivos em 27 de janeiro de 1945, quando finalmente foram libertados pelo Exército Vermelho. Os soldados soviéticos encontraram então um panorama que o sobrevivente Primo Levi descreveria mais tarde como “um imenso lamaçal onde, à medida que a neve se derretia, os cadáveres e a morte envenenavam o ar”. (El País)

Veja o vídeo:

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