Livro e novo filme lembram o centenário de Tarzan

Por Maya Santana
O atorJohnny Weissmuller, o mais famoso Tarzan

O ator Johnny Weissmuller, o mais famoso Tarzan

Quando era bem menina, não perdia um episódio de uma série sobre Tarzan, apresentada pela TV Itacolomi, canal há muito desaparecido. Adorava as aventuras daquele homem esbelto, de flexibilidade incrível, que pulava de uma árvore para a outra, sempre acompanhado da adorável macaquinha Chita. Tinha uma mensagem ecológica sensacional. O primeiro livro sobre o personagem foi escrito em 1814. Lá se vão 100 anos. A tradução para o português do Brasil foi feita por grandes nomes da nossa literatura, como conta este artigo publicado pelo Estadão.

Leia:

A popularidade de Tarzan, o homem-macaco, continua a mesma um século após a publicação do primeiro livro sobre o personagem, criado pelo norte-americano Edgar Rice Burroughs (1875-1950). Tanto que, para comemorar a data, a editora Zahar está lançando uma edição comentada e ilustrada do mesmo livro, que traz os desenhos originais do canadense Harold Foster (1892- 1982), ou Hal Foster, criador dos clássicos quadrinhos de O Príncipe Valente.

O cinema, também apostando na atualidade de Tarzan, um homem que prefere a companhia dos macacos à selva das cidades, prepara uma nova versão – desta vez com Alexander Skarsgard no papel-título. Dirigida por David Yates, ela certamente vai explorar mais o corpo que a alma do galã sueco, como se faz na tela desde a versão de Tarzan com Johnny Weissmuller:

Traduzido por grandes autores no Brasil, entre eles Manuel Bandeira e Monteiro Lobato, os livros de Tarzan começam a ser redescobertos pelas novas gerações. Thiago Lins, também autor da ótima apresentação e das notas que acompanham a edição, é o novo tradutor do livro inaugural de uma série de 24 volumes produzidos por Burroughs. O primeiro nasceu dois anos depois que Tarzan fez sua primeira aparição, em 1912, na revista All-Story, que reunia autores de um gênero popularmente conhecido como pulp fiction – ficção barata, produzida para consumo de massa.

Embora visto com desconfiança por sociólogos, antropólogos e etnólogos, que identificam no homem-macaco de Burroughs traços de racismo, Tarzan conquistou leitores como Gore Vidal, sensível ao vigor físico do personagem, mas não Rudyard Kipling, o criador de Mowgli, incomodado com a cópia de seu garoto selvagem.

O sueco Alexander Skarsgard será  o novo Tarzan

O sueco Alexander Skarsgard será o novo Tarzan

Criado nas florestas da Índia Central, Mowgly apareceu na cena literária em 1893. Perdido pelos pais após o ataque de um tigre, ele é criado por lobos, como os irmãos gêmeos Rômulo e Remo da mitologia romana. Tarzan, após a morte dos pais, é adotado por uma antropoide, Kala. A história se repete com poucas variações. Burroughs, porém, pisa mais forte no determinismo darwinista.

Tarzan cresce sem saber nada de sua condição humana, achando que é também um macaco. As ilustrações de Hal Foster reforçam a sua construção como um símio esperto e autodidata, sem respeito por outros animais – ele mata por prazer. Além disso, Tarzan é incapaz de identificar alguns seres humanos como semelhantes – e a facada que ele desfere no coração do nativo africano Kulonga, vingando a morte da mãe adotiva, a macaca Kala, é uma prova disso. É justamente nessa sequência que os estudiosos enxergam o “racismo” de Tarzan, incapaz de ver Kulonga como homem, por ser negro, o que não acontece quando ele se encontra com Jane, sua futura mulher, e o pai dela, ambos caucasianos como ele – além de tudo descendente de lorde inglês colonialista. Clique aqui para ler mais.


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1 Comentários

Toninho Reis 9 de abril de 2014 - 15:06

Adorava,nao perdia um epsodio!!!!

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