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Livro de jornalista fala do envelhecimento de maneira positiva

Por Maya Santana

Jornalista Roberta Zampetti,62,autora do livro “Sou 60”

Maya Santana, 50emais

Quando recebi o exemplar de “Sou 60 – Histórias de uma jornalista em busca de respostas para o envelhecimento e a vida” (178 páginas, Editora Libretteria, 30 reais), imediatamente me perguntei : será esse mais um relato aborrecido da chegada da idade? Logo vi que não poderia estar mais enganada. O livro da jornalista mineira Roberta Zampetti , 62, é gostoso de ler, simples, sem pretensões, bem humorado, recheado de informações importantes e de intervenções enriquecedoras das dezenas de pessoas que entrevistou, no Brasil e no exterior. A partir de suas próprias experiências de vida, Roberta escreveu um livro otimista sobre o envelhecimento.

Avó de dois netos, Roberta teve a ideia de escrever o livro em 2015, quando estava prestes a completar 60 anos, ou seja, a se tornar uma idosa, já que pela lei brasileira somos idosos ao completarmos nossa sexta década de vida. Nessa fase, começaram as inquietações da jornalista em relação à velhice . A partir daí, mergulhou no tema envelhecimento: além das inúmeras entrevistas com idosos e especialistas, estudou teorias e participou de eventos ligados ao assunto. Tudo foi facilitado pelo fato de Roberta trabalhar há 30 anos com jornalismo, com passagem por várias emissoras de televisão. Hoje, tem seu próprio programa de TV, que leva o mesmo título deste seu primeiro livro: Sou 60.

Livro foi lançado no final de 2017



Um mundo melhor

É da maior relevância esse tema escolhido pela autora, já que o Brasil envelhece muito rapidamente, embora muitos setores do país ainda não tenham se dado conta disso. A previsão é que, em 2050, portanto daqui a pouco mais de 30 anos, um terço da população brasileira terá mais de 60 anos. No texto publicado na contracapa, Dr. Alexandre Kalache, um dos nossos maiores especialistas em envelhecimento, atual presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, diz:

“Acho que o mundo, daqui para frente, vai ser muito melhor exatamente porque teremos muito mais pessoas longevas.” E lembra que “estamos todos envelhecendo: quem tem cinco, 15 ou 40 anos também está envelhecendo. Está demorando um pouco para nos conscientizarmos disso, porque temos quase uma obsessão pela juventude, de nos mantermos jovens, de fazer cirurgia plástica, de esticar, de malhar, mas acho que daqui a pouco vamos cair na real de que envelhecer é bom para a sociedade. “

Viver bem, com projetos e afetos

Leia um pequeno trecho do livro Sou 60:

“Escrever pode ser terapêutico e, quem sabe, uma forma de me redescobrir. Uma oportunidade de entrar em contato com minhas sombras e medos. Escrever pode ser uma arte. A arte profuz pensamento, por sua vez, produz conhecimento. Para mim, conhecimento é liberdade para enfrentar e vencer barreiras que me acompanham pela vida.

Nesse processo, começo a entender como é interessante envelhecer e não precisar mais carregar o peso que não interessa. A experiência me nutre para fazer escolhas mais acertadas. Concluo que vida e morte não são separadas. A gente vive porque morre e vice-versa. Depois disso, não sei… E porque não sei, há tempos, descobri que depende muito de mim mesma a decisão de viver bem, com projetos e afetos.”

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4 Comentários

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roberta 10 de fevereiro de 2018 - 11:28

Adorei Maya, obrigada!

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José Carlos Gonçalves de Brito 16 de janeiro de 2018 - 18:34

Estou em Portugal gostava de saber onde posso adequir o livro

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roberta 10 de fevereiro de 2018 - 11:30

amazon.com
valeu!

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Marco Antonio C. Souza 16 de janeiro de 2018 - 10:18

O que li a respeito do livro é simplesmente fantastico! Muitas pessoas ficarão bem melhores ao se conscientizarem que a velhice é um estado normal e um fato inevitável. Tenho 74 anos, e a minha idade jamais me incomodou. Sete filhos, 14 netos e 4 bisnetinhos são a minha grande alegria e felicidade!!!
Marco Antonio

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