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Luiz Felipe Scolari, Felipão: "O querido rabugento"

Por Maya Santana

O gaúcho Luiz Felipe Scolari está novamente no comando da seleção brasileira de futebol

O gaúcho, 65 anos, está novamente no comando da seleção brasileira de futebol


Vi este artigo na versão em português, editada no Brasil, do jornal espanhol El País. Um pequeno texto, assinado por Afonso Benites, sobre o nosso Felipão: seu mau humor, suas piadas, quando está relaxado, sua forma sabida de lidar com a mídia e seu boicote sistemático  à imprensa espanhola desde que lhe passaram um trote e ele fez revelações importantes, achando que estava falando com outra pessoa. O título do artigo é “O querido rabugento”.
Leia:
Um zagueiro ruim de bola que se tornou um treinador consagrado. Esse é Luiz Felipe Scolari, 65 anos. Gaúcho de Passo Fundo, Felipão, como os brasileiros o chamam, é a típica pessoa mal humorada e divertida ao mesmo tempo. Quando está de saco cheio, dá patadas em repórteres. Quando está animado, até conta piadas sobre os tempos em que jogava em clubes pequenos do sul do país.
Após 31 anos de carreira como treinador, Felipão está em sua segunda passagem pela seleção canarinha. A primeira foi na Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil chegou ao pentacampeonato mundial. Ironicamente, seu retorno aconteceu em um dos piores momentos de sua carreira. Deixou o clube que dirigia, o Palmeiras, que estava a ponto de ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o que de fato ocorreu em 2012.
O que pesou a favor dele para substituir Mano Menezes não foi o momento técnico, mas sim o carisma que tem com os torcedores. Após sua primeira passagem pela seleção, Felipão viveu desafios muito distintos. Na seleção portuguesa, onde ficou cinco anos, obteve bons resultados (vice-campeão da Eurocopa e quarto lugar na Copa de 2006). Depois, teve uma breve e conturbada passagem pelo inglês Chelsea e pelo Bunyodkor, do Uzbequistão.
Nos meios de comunicação, Felipão é visto como um excelente manipulador da mídia. Sabe usá-la quando quer valorizar seu time ou criar um ambiente instável entre os adversários. O que ele não esperava era que um dia seria manipulado.
Apresentadores da rádio espanhola Cadena Cope ligaram para ele se passando pelo treinador espanhol Vicente Del Bosque. Felipão acreditou em cada palavra. O assunto da conversa era a convocação de Diego Costa. Felipão disse que contaria com os préstimos do atacante.
Quando a notícia veio à tona, ele se viu obrigado a antecipar o chamado de Costa, que disse um sonoro não ao Brasil e optou jogar pela Espanha. Desde então, Felipão chutou a imprensa espanhola para escanteio. Agora, não dá mais entrevista para periódicos espanhóis.

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