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Maiores de 65 procuram por cirurgias plásticas

Por Maya Santana

Maria Natalina Pêgo dos Santos, 84, fez cirurgia nos seios há quatro anos: "Fiz para mim, me sinto revigorada e cheia de vida"[

Maria Natalina Pêgo dos Santos, 84, fez cirurgia nos seios há quatro anos: “Fiz para mim, me sinto revigorada e cheia de vida”

Valéria Mendes, Portal Uai

A Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revela que 10% das pessoas que realizaram cirurgia plástica nos Estados Unidos em 2013 tinham mais de 65 anos. A informação é da mesma pesquisa que colocou o Brasil em primeiro lugar no número de procedimentos cirúrgicos para fins estéticos no mundo. O cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Felipe Pacheco – que cada vez mais atende homens e mulheres nessa faixa etária – afirma que essa tendência também é observada no país. “Nossa cultura segue muito os parâmetros da americana e o resultado dessa pesquisa se encaixa à nossa realidade”, afirma.

Que o diga a aposentada Maria Natalina Pêgo dos Santos, 84, que há quatro anos fez cirurgia nos seios. “Fiz para mim, gozo de perfeita saúde e me sinto revigorada e cheia de vida”, conta. Viúva, com um único filho, mas com quatro netos e um bisneto, ela também já passou pelo procedimento estético no abdômen e no rosto. A primeira cirurgia foi realizada aos 42 anos. “O motivo principal era elevar a minha autoestima, me sentir rejuvenescida e mais entrosada no meu grupo social, nos ambientes que frequento”, diz. Segundo ela, todas as suas amigas acima dos 70 anos já mexeram em alguma parte do corpo e duas “estão em processo”.

Cuidados especiais
Ao contrário do que se costuma imaginar, a cirurgia plástica em idosos não é mais arriscada do quem em adultos ou jovens. “A idade por si só não é fator de risco para uma cirurgia, o que é levado em conta é a saúde do paciente. Uma cirurgia plástica em um jovem hipertenso, por exemplo, seria mais arriscado do que em um idoso com a saúde controlada”, exemplifica. Entretanto, os idosos precisam de cuidados especiais e a recuperação costuma ser mais lenta.

Felipe Pacheco alerta que o idoso deve evitar cirurgias combinadas porque elas são grandes, prolongadas e impactam a recuperação. “Outro detalhe é em relação à anestesia. Existem medicamentos que circulam mais tempo no organismo. Por isso, é preciso administrar algum que seja específico para essa faixa etária e numa quantidade correta, além de uma equipe que seja especializada no cuidado com idosos”, pondera. Clique aqui para ler mais.

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