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Malala é a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz

Por Maya Santana

A paquistanesa de 17 anos é a mais jovem ganhadora do Nobel

A paquistanesa de 17 anos luta para que meninas estudem

A mais jovem ganhadora do Nobel da Paz é paquistanesa, tem 17 anos e ficou mundialmente famosa ao ser atacada por agentes do Talebã, no Afeganistão, simplesmente por defender que meninas também estudem. O Prêmio foi anunciado na manhã desta sexta-feira e será dividido com o ativista de direitos humanos indiano Kailash Satyarthi, 60, por sua luta contra o trabalho infantil.

Leia o artigo do Correio Braziliense:

O Prêmio Nobel da Paz será dividido pela ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, e o indiano Kailash Satyarthi, 60, afirmou o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Thorbjoern Jagland, na manhã desta sexta-feira, em Oslo. A premiação é dada pela “luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito de todas à educação”. “As crianças devem frequentar a escola e não ser exploradas financeiramente”, afirmou Jagland. Malala é a vencedora mais jovem da história do prêmio.

Segundo o Nobel, a grande coragem de Kailash Satyarthi, mantendo a tradição de Gandhi, o faz líder de vários protestos e manifestações pacíficas. “Ele também tem contribuído para o desenvolvimento de importantes convenções internacionais sobre os direitos das crianças”, afirma o comitê.

Apesar de muito jovem, Malala mostra grande força na luta pelo direito das meninas à educação. “Tem mostrado por exemplo, que as crianças e jovens também podem contribuir para melhorar a sua própria situação. Isso ela fez sob as circunstâncias mais perigosas. Através de sua luta heróica, ela tornou-se um porta-voz do líder pelos direitos das meninas à educação”.

O indiano Kailash Satyarthi, 60 anos, luta contra o trabalho infantil

O indiano Kailash Satyarthi, 60 anos, luta contra o trabalho infantil

Para o comitê o prêmio dado a uma paquistanesa e um indiano, além de favorecer a busca por educação de qualidade no mundo, também é favorável à luta contra o extremismo, questão tão debatida na atualidade. Calcula-se que existem 168 milhões de crianças trabalhadoras em todo o mundo de hoje. Em 2000, o número era de 78 milhões superior. “O mundo chegou mais perto do objetivo de eliminar o trabalho infantil”, afirma o comitê, ao ressaltar que a decisão “contribui para a realização da ‘fraternidade entre as nações’ que Alfred Nobel menciona em seu testamento como um dos critérios para o Prêmio Nobel da Paz.

O Nobel lembrou que, nos países mais pobres do mundo, 60% da população atual tem menos de 25 anos de idade. O respeito aos direitos das crianças e dos jovens é um pré-requisito para garantir o futuro destas e das próximas gerações. Nas áreas devastadas por conflitos, a violação de crianças leva à continuação da violência, que passa de geração em geração.

Malala Yousafzai

A paquistanesa Malala já foi premiada por diversas vezes, como o respeitado Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, do Parlamento Europeu, em 2013. A notoriedade, no entanto, não veio de forma fácil, já que se tornou conhecida no mundo inteiro após ser baleada na cabeça por talibãs na saída da escola, em 9 de outubro de 2012. O motivo para a violenta agressão seria por ela ter se destacado ao lutar pela educação das meninas no Paquistão, país onde os extremistas são contrários à instrução de mulheres. Sobreviver ao ataque transformou a menina em uma das vozes mais ouvidas no mundo inteiro sobre direitos humanos.

Kailash Satyarthi

O ativista dos direitos humanos tem sido uma grande voz na luta contra o trabalho infantil desde os anos 1990. A organização comandada por Satyarthi, Bachpan Bachao Andolan, já libertou mais de 80 mil crianças de diversas formas de servidão, ajudando-as a conseguirem se reintegrar e se reabilitar para a educação. O indiano é conhecido internacionalmente por promover vários movimentos civis, incluindo a Marcha Global Contra o Trabalho Infantil, que une diversas organizações não-governamentais e sindicais. Também fundou a Campanha Global pela Educação, que visa combater a crise global na área. Na Índia, Satyarthi conseguiu realizar grandes mobilizações para tornar a educação um artigo constitucional no mundo. Por conta da mobilização, em 2009 foi aprovado no país a Lei do Direito à Educação Gratuita e Obrigatória.

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