Manchas na pele podem refletir o estado da alma

Por Maya Santana
As manchas podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas nas mãos é mais comum

As manchas podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas nas mãos é mais comum

O vitiligo é uma doença que está no histórico da minha família pelo lado paterno. Tanto o meu pai como a minha tia, irmã dele, tiveram a pele, principalmente as mãos e o rosto, coberta pelas manchas brancas, muito brancas. Desde muito jovem, eu me lembro de Tia Quita com as tais manchas. No caso do meu pai, elas só vieram quando ele já havia passado dos 60. Hoje sei que esta doença tem fundo emocional. Já quebrei a cabeça tentando imaginar que tipo de trauma poderia ter trazido as manchas para o corpo do meu pai. Nunca descobri. Só sei que ele,vaidoso, se entristeceu. Hoje, me deparei com este artigo interessante no jornal Estado de Minas.

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Dizem que a última rainha da França não conseguiu esconder o desespero no fim da vida. Maria Antonieta acordou com manchas brancas espalhadas pelo corpo no dia em que seria guilhotinada em praça pública. Era vitiligo. Ainda são desconhecidas as causas da doença que afeta a pigmentação da pele, mas sabe-se que há um importante componente psicológico. “É evidente a influência do emocional. A maioria dos pacientes são estressados e ansiosos, alguns sofreram traumas. Impressiona ver que as manchas podem aparecer da noite para o dia”, comenta o dermatologista de Brasília Roberto Doglia Azambuja, que lida com o vitiligo há 37 anos. Recentemente, pesquisadores brasileiros descobriram um dos genes que está associado ao surgimentos das manchas.

O vitiligo é uma doença autoimune que promove a destruição pelo próprio organismo dos melanócitos, células responsáveis pela produção do pigmento melanina. O processo pode ser bem repentino, assim como ocorreu com Maria Antonieta. “O choque emocional pode estar ligado ao vitiligo, mas não é a sua causa. O estresse desencadeia a doença em pessoas com predisposição genética”, esclarece o dermatologista Caio de Castro, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e chefe do ambulatório de vitiligo da Santa Casa de Curitiba. Ele é o coordenador da pesquisa que apontou o gene DDR1 como um dos ligados à adesão dos melanócitos à pele. Castro acredita que a descoberta vai contribuir para o desenvolvimento de remédios voltados para a doença que ele considera ser órfã, já que ainda não existe um tratamento elaborado especificamente para ela.

As manchas podem aparecer em qualquer lugar do corpo, mas Castro informa que elas são mais comuns em áreas de atrito. Por isso, o vitiligo se manifesta com mais frequência nas mãos e no rosto. Os pelos podem ficar brancos e é comum no início da doença a queixa de coceira. A sensibilidade na pele permanece inalterada. “Algumas pessoas podem ter diminuição de audição e inflamação nos olhos quando a doença ataca os melanócitos dos ouvidos e dos olhos, o que é raríssimo. O vitiligo doi mais na alma”, diz o dermatologista paranense. Clique aqui para ler mais.


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