Maria Beltrão,79, a maior arqueóloga do Brasil

Por Maya Santana
Elo humor franco de uma aventureira que venceu preconceitos e se tornou referência internacional

A arqueóloga carioca tornou-se referência internacional

Eu me encantei com a história desta arqueóloga carioca, Maria Beltrão, publicada pelo jornal O Globo – uma senhora extraordinária que, à beira dos 80 anos, continua em plena atividade: está lançando mais um livro sobre suas descobertas. Mãe da apresentadora da Globonews de mesmo nome, Maria tem a inteligência notável dos pioneiros. Por sua intrepidez, ganhou o apelido de “Indiana Jones brasileira”. Vale muito a pena ler a reportagem “Maria Beltrão: uma pazinha na mão e 2 milhões de anos na cuca”, na qual a antropóloga conta suas aventuras para convencer franceses e americanos céticos que o ser humano chegou à América há muito mais tempo do que se imaginava.

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Não adianta ter nascido em berço de ouro, filha de pai com fazenda no  interior do Rio e de mãe espanhola abastada, nem ter feito os estudos com  láureas no Brasil e no exterior. Para uma arqueóloga brasileira, o caminho ao  reconhecimento tem que ser escavado com as mãos e com o coração, com o dobro de  energia e fé. Assim foi com Maria Beltrão, mãe da apresentadora de mesmo nome, e  viúva de Hélio Beltrão, ministro de Costa e Silva e arauto da desburocratização  durante o governo Figueiredo. Antes, foi casada com um alemão cujo pai era um  nobre juiz do Kaiser e foi fuzilado pelo III Reich.

Fuzilada quase foi a própria Maria, pela comunidade científica e por colegas  que até hoje resistem a admitir que, após 40 anos de pesquisas, ela, que foi  pioneira, é hoje a maior arqueóloga do Brasil e a primeira a trazer indícios  sólidos de que o homo erectus, hábil antecedente do Sapiens, esteve na América e  no Brasil há quase 2 milhões de anos, e não há 30 mil, como era quase um  consenso antes de suas descobertas.

Atualmente empenhada em divulgar mais um livro entre as dezenas que já  publicou (pela Casa da Palavra, sobre descobertas na Vila Santo Antonio de Sá,  em Itaboraí), ela recebe a equipe vestida com listras que remetem a motivos  animais, tendo ao fundo uma tapeçaria gigante de Jean Baptiste Audry mostrando  uma selva. Ao ser informada que se tratava de um perfil, não mostrou decepção e  buscou na infância as origens de sua aventura, que a levou a ser apelidada de  “Indiana Jones brasileira”.

— Desde menininha eu já escavava o terreno da fazenda em São Fidélis, Rio,  plantava milho, mandioca, flores, o que achasse e perguntava para o pai os nomes  das pedras. Até os meus 75 anos eu ainda escavava. Agora, quase com 80, me dou  ao luxo de usar só a equipe. Mas tive muito professor americano que nunca pegou  uma pazinha. Clique aqui para ler mais.

 


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