Maria Martins, grande artista quase desconhecida

Por Maya Santana
A cultuada escultora mineira

A cultuada escultora mineira morreu em 1973

Foi numa galeria em Washington, nos Estados Unidos, onde morava com o marido embaixador, que a escultora mineira Maria Martins (1894-1973) organizou sua primeira mostra individual. À época com 47 anos, ela foi considerada uma artista previsível. Com o passar dos anos, porém, sua obra mudou significativamente e se afastou da representação mais tradicional.

Com contornos sinuosos, primitivos, suas peças chamaram a atenção de ícones do período, como os franceses André Breton, autor do Manifesto Surrealista de 1924, e Marcel Duchamp, o precursor da arte conceitual. Do primeiro, Maria recebeu elogios contundentes; do segundo, foi amante e modelo para a obra Étant donnés. Ela voltou ao Brasil em 1950 e fez sua primeira exposição nacional no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Foi recebida com frieza tanto pelos críticos quanto pelo meio artístico. Até hoje, a produção dela é mais conhecida no exterior – em 2012, Maria ganhou destaque numa das mais celebradas mostras de arte contemporânea, a Documenta de Kassel, na Alemanha.

Trinta esculturas da artista, a maioria de bronze, serão expostas no MAM a partir do dia 12. Fazem parte da individual as peças Amazônia e Boiúna, inspiradas em personagens míticos amazônicos, e Impossible, que explora o erotismo. Com curadoria da crítica Veronica Stigger, a exposição incluirá trabalhos em papel, cerâmicas de parede, livros e artigos escritos pela artista.

Conheça um pouco mais da artista neste vídeo:


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais