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Aos 79 anos, ostentando seu bonito cabelo grisalho, a atriz e diretora Marieta Severo é a capa da edição de janeiro da Vogue.
É assim, como estrela da revista de moda vai prestigiada do país, que ela inicia este 2026, um ano muito especial: é quando chega aos 80 anos – em novembro – de vida e celebra seis décadas de sua importante carreira de atriz..
Também aguarda neste ano sua estreia com uma série na Netflix — sua primeira produção no streaming —, outros seis longas devem estrear no cinema, além de um livro que compila todos os escritos de seu companheiro, o dramaturgo Aderbal Freire Filho, morto em 2023, a ser lançado pela editora Cobogó em maio no Teatro Poeira, que comanda há 20 anos ao lado da inseparável Andrea Beltrão.
Leia este trecho da entrevista que ela concedeu à Vogue:
Mais de 30 montagens teatrais, 50 filmes e 30 novelas e programas na televisão. Para qualquer ator que se preze, tais números já seriam motivo de muito orgulho e realização. Mas Marieta Severo não para. Neste ano em que completa seus 80 anos de vida e 60 de carreira no audiovisual (estreou na TV Globo em 1966 na novela O Sheik de Agadir), a atriz já tem por vir uma série na Netflix — sua primeira produção no streaming —, mais seis longas a estrear no cinema, além de um livro que compila todos os escritos de seu companheiro, o dramaturgo Aderbal Freire Filho, morto em 2023, a ser lançado pela editora Cobogó em maio no Teatro Poeira, que comanda há 20 anos ao lado da inseparável Andrea Beltrão.
“Continua me motivando o chamado do trabalho. O que eu vou fazer? Com quem eu vou fazer? Que personagem é esse? Qual é o link dessa história com o que estamos vivendo? Esse é o chamado”, diz Marieta de sua casa na Gávea, que construiu, há 50 anos, com Chico Buarque, com quem foi casada entre 1966 e 1999.
Nesta primeira edição do ano, convidamos a atriz para encarnar diferentes arquétipos cinematográficos em uma tarde na Casa das Canoas, no Rio de Janeiro, sua cidade natal. Projetada por Oscar Niemeyer em 1951 como sua residência, a casa é uma das mais emblemáticas construções da arquitetura moderna brasileira. Para comemorar a ocasião, Marieta também abriu o jogo em uma conversa longa e sincera sobre sua estelar trajetória, novos projetos, sua vida familiar (que consegue manter inabalável apesar da intensa rotina de trabalho) e suas expectativas para o ano que acaba de se iniciar. Confira a seguir.
Marieta Severo: Fiquei pensando, meu Deus, olha o nosso desafio: o que você vai me perguntar que nunca ninguém tenha me perguntado, e o que vou responder que eu nunca tenha falado. Falei, meu Deus do céu, ninguém me aguenta mais, passaram-se muitos anos e você acaba falando as mesmas coisas.
Vogue: Neste ano, você estreia em uma nova série da Netflix. É algo sobre o que você não falou ainda…
Marieta: Sim, entrei no mundo do streaming. Casou muito com o ritmo em que estou agora, não o da vida inteira. Cheguei a fazer teatro, cinema, televisão ao mesmo tempo, os três juntos. Mas depois que o Aderbal se foi, senti necessidade de parar mesmo, sabe? Foi um tempo de me reestruturar. Então veio esse convite, através do Mauro Mendonça Filho, com quem já trabalhei bastante — foi ele quem primeiro dirigiu A Grande Família, Verdades Secretas, é uma pessoa de que gosto e em quem confio muito. São dez episódios. Estou gravando com a Alice Wegmann, que vai ser minha filha na trama. Também estão no elenco Nanda Costa e José de Abreu. Não posso contar mais, mas a história gira em torno do mundo da arte.
Vogue: Falando em novos formatos, atualmente se comenta muito também sobre as novelas verticais, revivendo personagens icônicos de outras épocas. É algo que te interessaria explorar?
Marieta: Não tenho muita atração por refazer o que foi feito. Quero coisas novas, ir por outros caminhos. Cada trabalho meu tem uma assinatura de uma vontade grande, profunda, de uma ligação com o que quero dizer naquela hora. E uma coisa vertical, não tenho a menor vontade de fazer. Quero que as pessoas se afastem um pouco disso [diz, apontando para o celular]. Tenho sete netos de idades entre 16 a 29 anos, e vejo a luta que é tentar diminuir o famoso tempo de tela. Não estou no Insta, quer dizer, tenho um perfil “secreto” que minha neta criou. Não tenho nada contra, uso à beça. Mas eu mesma me policio.
Marieta: Impossível não falar da Dona Nenê, de A Grande Família. Fiz durante 14 anos e, como eles reexibem, tenho um público jovem, adolescente, que vem falar comigo, “você é a dona Nenê!”. Isso é muito especial, porque sei que é uma série extremissimamente bem-feita, bem escrita, dirigida, e que está conseguindo passar pelo tempo e alcançar outras gerações
Vogue: Além do streaming, você está envolvida em seis outros projetos audiovisuais.
Marieta: São todos no cinema. O meu projeto, que sempre foi o meu sonho, de ficar só fazendo cinema, acho que vou realizar. O cinema tem um tempo mais tranquilo. Quero ficar nessa medida de fazer as coisas devagarzinho, com calma. Leia a entrevista completa na revista Vogue.
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