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Marilda Castanha ganha prêmio internacional por seu novo livro

Por Maya Santana

Marilda, 52, acaba de receber um prêmio na Coréia do Sul por seu livro Sem Fim

Marilda, 52, acaba de receber um prêmio na Coréia do Sul por seu livro Sem Fim

Maya Santana, 50emais

Marilda Castanha, 52, acaba de receber na Coréia do Sul, lá na Ásia, do outro lado do mundo, o prêmio literário pelo livro “Sem Fim”, que lançou há pouco no Brasil. Sua obra mais recente chegou ao mercado coberto de elogios. Assim como o marido, Nelson Cruz, também ilustrador e escritor, ela já recebeu vários prêmios aqui e no exterior pela beleza e expressividade de seu trabalho. Marilda é mineira, mora em Santa Luzia, cidade onde nasci, perto de Belo Horizonte, com o marido e os dois filhos. O casal de artistas escolheu um recanto inspirador da cidade, cercado pela natureza, com muitas árvores frondosas (Veja vídeo no final do artigo), para viver e trabalhar. Inspiração não falta. Prêmios também não.

Leia a entrevista de Maria Clara Vieira com Marilda, publicada pela revista Crescer:

Como contar uma história sem usar palavras? Isso não é problema para a artista mineira Marilda Castanha, que acaba de lançar seu novo livro, Sem fim. Com tinta acrílica e pinceladas precisas, a artista conseguiu criar uma história universal, que pode ser apreciada por crianças de qualquer nacionalidade. Cheia de metáforas, a obra é aberta, permitindo diferentes interpretações e reflexões sobre a relação do ser humano com a natureza e com ele mesmo.

Página do livro Sem fim: delicadeza e reflexão apenas com imagens (Foto: Divulgação)

Página do livro Sem fim: delicadeza e reflexão apenas com imagens (Foto: Divulgação)

Marilda, mãe de dois filhos já adolescentes, começou a ilustrar livros infantis na década de 1980, enquanto era estudante de artes plásticas. De lá para cá, assinou dezenas de títulos e coleciona prêmios, tanto no Brasil como no exterior. O mais recente deles, o Nami Concours, será recebido este mês na Coreia do Sul, como reconhecimento por sua nova publicação, que acaba de chegar às lojas. A seguir, confira entrevista que ela deu à Crescer:

Como foi a criação do novo livro?
Foi um processo longo, que começou com uma conversa. O meu marido, Nelson Cruz [também escritor e ilustrador, vencedor do Troféu Monteiro Lobato, concedido por Crescer em 2016] comentou que gostava do meu jeito de desenhar árvores e me sugeriu que fizesse um livro só com elas. Então comecei a desenhar e veio a ideia de fazer uma árvore contracenando com um homem, como se fossem dois mundos distintos interagindo em uma conversa. Tentei humanizar a árvore com sentimentos. E quis que esse homem fizesse parte do meio ambiente.

A artista vive e trabalha num lugar que inspira: cercada de árvores

A artista vive e trabalha num lugar que inspira: cercada de árvores

E a caixa que aparece desde o início, ao lado do personagem?
Uma coisa muito importante na condução do livro ilustrado é o uso de metáforas visuais. A caixa é isso. Me perguntaram se a caixa é a consciência do homem. Pode ser. Mas eu não fecho que seja. Ela contém uma surpresa, um suspense, um elemento que pode servir para destruição ou construção. A caixa nos mostra que a gente tem tudo nas mãos para construir ou destruir, basta a gente escolher o que quer fazer.

Quais os desafios de contar uma história sem palavras?
Acredito muito da força narrativa da imagem. O grande desafio é saber conduzir a história de maneira que faça sentido, que tenha princípio, meio e fim. Eu tinha que considerar o uso dos elementos visuais como cor, sombra, luz. Os elementos gráficos precisavam ter voz. Eles é que substituem os parágrafos, as frases, os capítulos. A dobra da página pode ser uma vírgula. O que o livro ilustrado propõe é essa reflexão do olhar. Quando o personagem vai agredir a árvore, o tempo fica feio, o céu escurece, os tons mudam. Tudo isso foi algo pensado. Eu gosto de fazer essas brincadeiras. Os olhos do leitor passeiam pela imagem e notam as mudanças.

Nova obra de marilda Castanha aborda a relção do homem com a natureza e com ele mesmo (Foto: Divulgação)

Nova obra de marilda Castanha aborda a relção do homem com a natureza e com ele mesmo (Foto: Divulgação)

Quanto tempo levou para finalizar o trabalho?
Demorou. Eu devo ter começado os primeiros rascunhos no final de 2013. Em 2014 eu já tinha feito uns dois estudos. Ia finalizar em 2015, mas não consegui. Fiquei um tempo parada, o que foi bom para ter mais ideias. Terminei em 2016. Foi a maior alegria receber o livro impresso. Eu gostei muito do resultado final.

O que costuma te inspirar?
É um caldo, um bocadinho de cada coisa, do que acredito, do que leio… O que percebo é que não podemos perder o contato com o que já vivemos. Nos meus livros, está muito presente algo que foi vivido na infância ou que foi importante em algum momento. A gente tem esses guardados. Cada hora puxo uma gaveta.

Qual a importância desse prêmio para você?
Mesmo que eu ache que pudesse ter mudado uma coisinha aqui e ali, eu vi que o livro funciona e tem uma linguagem universal. É uma alegria que ele tenha sido selecionado nesse concurso para livros ilustrados. É um prêmio fora do circuito europeu. Ilustradores de todos os continentes participaram. Tive muito incentivo da editora para mandar o livro para o concurso e agora eles estão apoiando a minha ida até lá.

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Marilda Castanha foi a artista escolhida, em 2013, para criar a identidade visual da empresa de cosméticos francesa L’Occitane au Brésil. Veja o vídeo:

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2 Comentários

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Antonio f reis 27 de maio de 2017 - 00:04

Parabéns..maravilha!!!!

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Marilda Castanha ganha prêmio internacional por seu novo livro | JETSS – SITES & BLOGS 26 de maio de 2017 - 18:50

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