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Marina Silva é a “Mulher do Ano”, elege jornal

Por Maya Santana

A ex-candidata do PSB só recebe elogios do Financial Times

A ex-candidata do PSB só recebe elogios do Financial Times

Maya Santana

Um dos jornais mais importantes da Europa, o britânico Financial Times, especializado em economia e finanças, publicou no final de semana um longo artigo cobrindo de elogios a ex-candidata à presidente da República Marina Silva, 56. Já no título, o artigo, escrito pelo correspondente do jornal em São Paulo, Joe Leahy, mostra toda a sua simpatia pela política do Acre, discípula de Chico Mendes, ao nomeá-la : “Mulher do Ano(2014)”.

Logo abaixo, um breve resumo do currículo de Marina: “Da pobreza e do analfabetismo, ela se projetou, tornando-se uma política visionária, idealista, que disputou duas vezes a presidência do país”. A história de Marina Silva aparece ao lado da de outras 14 pessoas relacionadas pelo jornal por terem se destacado neste ano, como Hadiza Bala Usman, ativista nigeriana da campanha Bring Back Our Girls; a tenista americana Serena Williams, a presidente da ONG Médicos Sem Fronteiras, a canadense Joanne Liu e a advogada libanesa Amal Clooney, casada recentemente com o ator George Clooney.

O que chama a atenção no artigo do FT não são só os elogios, mas o longo espaço que ocupa no importante diário britânico. Lá estão os principais detalhes da densa biografia de Marina: de sua paupérrima origem nos seringais do Acre, ao analfabetismo rompido somente aos 16 anos, o apadrinhamento de Chico Mendes, a entrada na política, o alinhamento inicial com Dilma e Lula. E faz uma comparação entre a ex-seringueira e o ex-metalúrgico, dizendo que ele incentivou o consumo, ao contrário dela que se concentraria na educação.

O jornal comenta que, apesar de ter apresentado uma plataforma mais moderna do que seus adversários, a candidata do PSB enfrentou uma campanha dura, com ataques cujo único objetivo era “desconstruí-la”, “aniquilá-la”. Além disso, observa o Financial Times, Marina “ é mulher e negra, em um país em que ambos os grupos são pouco representados na política.” Mesmo assim, arrebanhou 21,32% dos votos válidos – 22.175.619 – depositados nas urnas em 5 de outubro.

A publicação do longo e elogioso artigo, no sábado, 13 de dezembro, coincidiu com a apresentação da entrevista que Marina concedeu ao programa de Roberto D’Ávila, na Globonews. Assisti do início ao fim. Vejo em Marina a face civilizada e decente da nossa política. Quanto mais ouço o que diz, mesmo não partilhando alguns de seus pensamentos, mais respeito esta mulher tão admirável.

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1 Comentários

Antonio f reis 17 de dezembro de 2014 - 11:57

Boa materia Maya…..

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