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Médica alerta para a febre Oropouche

Além da dengue, chikungúnea e da zika, o brasileiro sofre com mais essa doença transmitida por mosquito

03/08/2024
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A cardiologista Ludhmila Hajjar afirma que “o Brasil é um dos países mais afetados pela febre Oropouche, com vários surtos documentados ao longo dos anos.” Foto: Reprodução/Internet
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 Recentemente, um amigo, que esteve na Amazônia, contraiu a febre Oropouche. Embora forte e relativamente jovem, 42 anos, passou maus momentos, porque essa doença, assim com a dengue, a chikungúnya e a zica, é causada pela picada de um mosquito, conhecido como maruim, e pode causar febre alta e súbita, dor de cabeça intensa, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas articulações), fotofobia (sensibilidade à luz), náuseas e vômitos.

Nesta semana, o ministério da Saúde confirmou a morte de duas mulheres de menos de 30 anos, no interior da Bahia, em consequência dessa mesma doença. Segundo o ministério, foram as primeiras mortes  causadas pela febre registradas no mundo.

A cardiologista Ludhmila Hajjar afirma neste artigo, publicado por O Globo, que “o Brasil é um dos países mais afetados pela febre Oropouche, com vários surtos documentados ao longo dos anos,” escreve ela, acrescentando que, “desde o primeiro registro no país em 1960, o vírus tem causado surtos significativos, principalmente na região Amazônica.

Nesse período de 60 anos em que a doença chegou aqui, o país registrou nada menos do que 500 mil casos da febre Oropouche, que, até agora, acreditava-se, não era mortal.

Leia o artigo completo:

A febre Oropouche é uma arbovirose emergente no Brasil países como Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e Suriname. Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de casos relatados, especialmente em áreas urbanas e periurbanas. A expansão das áreas urbanas, a desflorestação e as mudanças climáticas são fatores que têm contribuído para a propagação do mosquito vetor, aumentando assim a incidência da doença.

O Brasil é um dos países mais afetados pela febre Oropouche, com vários surtos documentados ao longo dos anos. Desde o primeiro registro no país em 1960, o vírus tem causado surtos significativos, principalmente na região Amazônica, mas também em outras áreas urbanas densamente povoadas. Entre 1960 e 2020, foram relatados mais de 500 mil casos de febre Oropouche no Brasil, tornando-se uma das arboviroses mais prevalentes na região amazônica.

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Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos de outras doenças virais transmitidas por mosquitos, como a dengue e a chikungunya. Os sinais clínicos incluem: febre alta e súbita, dor de cabeça intensa, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas articulações), fotofobia (sensibilidade à luz), náuseas e vômitos.

Amazonas já apresenta o maior número de casos de febre do oropouche do país. Foto: Divulgação/Sesab

Esses sintomas geralmente aparecem de 4 a 8 dias após a picada do mosquito infectado e podem durar de 3 a 5 dias. Em alguns casos, pode ocorrer uma segunda fase de sintomas, caracterizada por uma febre recorrente. Embora a doença raramente seja fatal, a febre Oropouche pode causar grande desconforto e, em casos raros, complicações neurológicas como a meningite.

O vírus Oropouche é transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis, mas também pode ser transmitido por outros insetos hematófagos e, em raros casos, por transfusão de sangue. As áreas de maior risco incluem regiões de floresta tropical e áreas urbanas próximas a rios e córregos, onde o mosquito vetor é mais prevalente. A prevenção da febre Oropouche envolve principalmente o controle do vetor e a proteção individual contra picadas de mosquitos.

Aqui estão algumas medidas eficazes:

a) Uso de Repelentes: Aplicar repelentes nas áreas expostas da pele e sobre a roupa, especialmente durante o amanhecer e o entardecer, quando os mosquitos são mais ativos;

b) Roupas Protetoras: Vestir roupas de manga longa, calças compridas e chapéus para reduzir a exposição da pele;

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c) Telas de Proteção: Instalar telas em portas e janelas para impedir a entrada de mosquitos nas residências;

d)Mosquiteiros: Usar mosquiteiros ao dormir, especialmente em áreas endêmicas; e,

e) Eliminação de Criadouros: Eliminar ou tratar locais de água parada, onde os mosquitos possam se reproduzir, como pneus velhos, vasos de plantas e recipientes ao ar livre.

O diagnóstico da febre Oropouche é feito através de exames laboratoriais específicos, como a PCR (reação em cadeia da polimerase), que detecta o material genético do vírus. Em áreas onde a doença é endêmica, a identificação rápida e precisa do vírus é crucial para diferenciar a febre Oropouche de outras arboviroses.

Atualmente, não há um tratamento específico para a febre Oropouche. O manejo da doença é sintomático e inclui o uso de analgésicos, antitérmicos e a hidratação adequada para aliviar os sintomas. É importante evitar o uso de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (aspirina), devido ao risco de complicações hemorrágicas.

A vigilância epidemiológica desempenha um papel fundamental no controle da febre Oropouche. A notificação de casos suspeitos e confirmados às autoridades de saúde permite a implementação de medidas de controle e prevenção adequadas. A população também deve ser informada sobre os riscos e as formas de prevenção, para que possa tomar medidas ativas na proteção contra a doença.

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Em conclusão, a febre Oropouche representa um desafio emergente para a saúde pública no Brasil. A conscientização da população sobre os sintomas, modos de transmissão e medidas de prevenção é essencial para reduzir a incidência da doença. A colaboração entre a população, profissionais de saúde e autoridades é crucial para o controle efetivo dessa arbovirose e a proteção da saúde coletiva.

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Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

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