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Medicina tenta frear o envelhecer e alongar a vida

Por Maya Santana
Uma droga capaz de postergar a morte transformará a sociedade

Uma droga capaz de postergar a morte transformará a sociedade

Javier Sampedro, El País

Qual é o maior fator de risco para contrair doenças mortais? O tabaco, a radiação ultravioleta do sol, o sedentarismo, encher-se de açúcar? Nada disso: é o envelhecimento. Por essa razão, e porque a expectativa média de vida está aumentando nos países ocidentais e nas potências emergentes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que o número de pessoas que sofrem das doenças da idade —infarto, câncer e neurodegeneração— vai dobrar nas próximas duas décadas. Que vantagem tem, então, viver cada vez mais?

A pergunta esconde uma armadilha. A expectativa média de vida, de fato, está aumentando nos países ocidentais a uma taxa de dois anos e meio por década, 25 anos por século. Mas a principal causa disso são as melhoras progressivas no tratamento do infarto, que continua sendo o grande açougueiro das sociedades desenvolvidas. Como assinalou repetidamente Valentín Fuster, diretor do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC), esses métodos são caros e pouco eficazes, porque raramente devolvem ao infartado a qualidade de vida que tinha antes. Nosso principal truque para viver mais não conduz a um futuro sustentável.

Mas há outra forma de viver mais, pelo menos em princípio: uma forma que não consiste em prolongar “o ultraje dos anos”, como Borges chamou a velhice, mas em adiar sua chegada. Ou seja, frear o envelhecimento. É como vender um elixir no deserto —e, na verdade, ninguém sabe como fazer isso ainda, apesar de todo o barulho— , mas o assunto é um dos mais sérios abordados pela pesquisa biológica de vanguarda hoje em dia. É o único enfoque que será capaz de proporcionar mais anos de vida (lifespan), e também de saúde (healthspan). O único futuro sustentável.

Frear o envelhecimento e alongar a vida, entretanto, é um objetivo ambicioso. Requer brincar de Deus, para empregar a frase preferida dos setores críticos à genética. Porque uma coisa é a expectativa média de vida e outra muito diferente é a vida máxima que uma espécie pode alcançar. A primeira pode ser aumentada com vacinas, antibióticos e saneamento básico, principalmente ao salvar a vida das crianças. Mas a segunda é fruto da evolução e, portanto, está inscrita em nossos genes. Clique aqui para ler mais.

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