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Meditação interfere positivamente até nos genes

Por Maya Santana

Paulo medita duas horas diariamente há quase 20 anos e livrou-se de problemas de saúde

Paulo medita 2 horas por dia há quase 20 anos e livrou-se de problemas de saúde


Mais de uma vez falei aqui no 50emais do grande bem que a meditação faz. Os benefícios são tantos, para o corpo e para a alma, que volta e meia é preciso voltar ao assunto. Acho muito bom tratar novamente do tema através deste artigo do portal Uai, baseado em importante estudo. Segundo o estudo, a prática da meditação “combate doenças cardiovasculares, aumenta a produtividade cerebral e até promove modificações na expressão genética.”

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Tirar alguns minutos do dia para meditar pode provocar benefícios generalizados ao organismo. A prática não só acalma a mente e evita o estresse diário. Também combate doenças cardiovasculares, aumenta a produtividade cerebral e até promove modificações na expressão genética. Esses são os resultados colhidos pela ciência e pela comunidade médica nos últimos anos. Para os mais céticos, vale frisar que não há qualquer conteúdo religioso ou espiritual nos dados obtidos tanto por meio de exames clínicos tradicionais, quanto por análises feitas com tecnologia de ponta. No último estudo, publicado neste mês na revista científica Psychoneuroendocrinology, foram relatadas alterações moleculares específicas no corpo de adeptos experientes logo após a meditação intensa.

O grupo internacional — que reúne cientistas da Universidade de Lyon, na França, de Barcelona, na Espanha, e de Wisconsin, nos Estados Unidos — traz a primeira evidência científica da ocorrência de rápidas alterações na expressão genética depois da meditação, afetando fisicamente o organismo. Os participantes foram comparados a um segundo grupo de voluntários que, durante o mesmo período, praticou atividades igualmente tranquilas. “Um crescente corpo de pesquisa mostra que a meditação pode alterar processos bioquímicos, neurais e comportamentais. No entanto, os mecanismos responsáveis por esses efeitos clinicamente relevantes eram ainda imperceptíveis”, lembra Richard Davidson, líder do trabalho.

Para chegar aos reguladores moleculares que promovem os benefícios já comprovados, o grupo analisou pontos específicos de expressão genética antes e oito horas após a meditação. No primeiro momento, não observaram qualquer diferença entre os dois grupos. “Por outro lado, após a breve meditação, detectamos redução da expressão de genes histona deacetilase (HDAC 2, 3 e 9), alterações na modificação global de histonas (H4ac e H3K4me3) e diminuição da expressão de genes pró-inflamatórios (RIPK2 e COX2) em meditadores comparados aos do grupo de controle”, detalha Davidson. A expressão dos genes RIPK2 e HDAC2 foi associada a uma recuperação mais rápida do cortisol em ambos os grupos. Esse hormônio está intimamente ligado ao controle de inflamações, a alergias, a níveis de estresse, à regulação da imunidade, à estabilidade emocional, a estímulo de açúcar do sangue e à criação de proteínas.

O produtor rural Paulo Meireles, 63 anos, pratica a meditação por cerca de duas horas diariamente, há quase duas décadas. Ele afirma que o hábito o ajudou a superar momentos difíceis e recuperou o organismo que, aos 40 anos de idade, já estava muito debilitado. “Eu tinha crises renais seríssimas, enxaqueca e fui diagnosticado com prostatite. Com a meditação, também tive uma mudança na minha alimentação. Na minha idade, eu já deveria estar frequentando médicos, mas não é assim”, comemora. Preferencialmente, Paulo escolhe o lugar para meditar durante as primeiras horas da manhã, quando o barulho da rua ainda é baixo. “Tem dias que mergulho de tal forma na minha meditação que pode cair uma bomba lá fora que eu não vou perceber.” Clique aqui para ler mais.

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