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Mexer o corpo é vital para a proteção do cérebro

Por Maya Santana

Depois dos 50, a maioria das pessoas começa a notar falhas na memória

Após certa idade, a maioria das pessoas nota falhas na memória

Vale a pena ler este artigo de Cristiani Segatto para a revista Época sobre o que é preciso fazer para proteger o cérebro da perda de memória. Tem gente que vive com livrinhos de palavras cruzadas para baixo e para cima. Mas, segundo especialista citado no artigo, “atividade física é muito mais importante para o cérebro que fazer palavras cruzadas”.

Leia o artigo:

A capacidade de armazenar informações pode ser comparada ao desempenho de um atleta. É na juventude – entre os 20 e os 30 anos – que a memória costuma estar em sua melhor forma. Depois dos 50, a maioria das pessoas começa a notar falhas aqui e ali. Trata-se de um processo normal, lento e gradativo, que começa décadas antes. Não é, necessariamente, sinal de doença grave. Com o passar dos anos, fica mais difícil lembrar algumas informações ou reter novas memórias. Outras continuam acessíveis como sempre estiveram. É por isso que um idoso é capaz de contar histórias da infância, em mínimos detalhes, mesmo quando não lembra onde colocou as chaves de casa poucos minutos antes.

Quando as falhas se tornam frequentes, muitos idosos e familiares procuram exercícios, suplementos alimentares ou fórmulas mágicas para estimular a memória. Existirá alguma? Ler, talvez. Tocar piano? Resolver exercícios mentais pelo computador? Sozinha, nenhuma dessas atividades basta. O importante é diversificá-las. “Há uma lenda de que o sudoku é bom para o cérebro”, diz a professora Yeda Duarte, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Passar muitas horas ordenando os números desse quebra-cabeça japonês não parece render grandes benefícios. Desde 2000, pesquisadores da USP acompanham mais de 2 mil moradores paulistanos. Todos têm mais de 60 anos. Alguns já passaram dos 100. “Os que envelhecem bem fazem de cinco a sete atividades diferentes por dia”, diz Yeda. Ir ao teatro, fazer trabalho voluntário, visitar um amigo, ler, aprender alguma coisa…
>> USP investiga o cérebro de quem se mantém produtivo depois dos 80

Sem estímulos novos, diminui a capacidade natural que o cérebro tem de criar conexões alternativas entre os neurônios – algo que compensa, ao menos em parte, a perda dessas células nervosas na velhice. Com pequenas adaptações, atividades cotidianas podem trazer benefícios. Quem é destro submeterá o cérebro a um belo treino se começar o dia escovando os dentes com a mão esquerda. Outra boa providência é desligar o GPS do carro e se aventurar por um caminho diferente. Desde, é claro, que isso seja feito em segurança. Vale considerar também as vantagens da terapia do dinheiro curto. “Ir às compras com o orçamento apertado é um excelente exercício”, diz o médico Edson Amaro Jr., coordenador científico do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. É preciso andar de loja em loja (atividade motora), comparar preços (raciocínio), registrar mentalmente as ofertas (memória), prever os gastos (planejamento), interargir com os vendedores (comunicação) e ler nos olhos deles a intenção de cada um (empatia) para conseguir negociar. Clique aqui para ler mais.

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