Michelangelo, da Vinci e outros mestres no Brasil

Por Maya Santana
Leda e o Cisne, de Leonardo da Vinci

Leda e o Cisne, de Leonardo da Vinci

Antônio Gonçalves Filho

O sucesso da mostra dos impressionistas franceses do acervo do Museu d’Orsay, que levou no ano passado 325 mil pessoas ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em São Paulo, incentivou o diretor da instituição, Marcos Mantoan, a dar um passo ainda mais ousado. A partir de 13 de julho, nada menos que 57 peças históricas assinadas por Da Vinci, Michelangelo, Rafael, Bellini, Ticiano, Tintoretto, Giorgione, Veronese, Correggio e outros gigantes ocupam o prédio do CCBB na mostra Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas. O Estado teve acesso exclusivo à lista das obras, que representam, de fato, 57 lições sobre o maior movimento artístico registrado na história da arte e que, juntas, exigiram dos patrocinadores da mostra (o Banco do Brasil e o grupo Mapfre) um seguro superior a 600 milhões e ainda três aviões para o transporte.

Arquivo Fotográfico, civici musei d’arte e storia di Brescia"Adorazione dei pastori", 1525-1535, Lorenzo Lotto, óleo sobre tela, Brescia Civici Musei d’Arte e Storia - Itália -

Adoração dos Pastores, 1525-1535, de Lorenzo Lotto

A exposição, que tem como curadora a historiadora de arte italiana Cristina Acidini, do Museu da Cidade de Florença, e como cocurador o estudioso do Renascimento Alessandro Delpriori, é um projeto da empresa brasileira Base 7 com coordenação-geral da italiana Civita e apoio da Brasilprev, BB DTVM e Cielo. Ainda mais complexa que a mostra dos impressionistas franceses, a italiana exigiu a articulação de um exercício logístico sem precedentes, pois as obras são provenientes de diversos museus italianos e coleções privadas. Dividida em cinco núcleos geográficos, que representam o território italiano do período, a exposição, inédita no Brasil, reúne artistas do século 16 atuantes em Florença, Roma, Milão, Veneza, além de Ferrara e Urbino.

Madalena, de Ticiano

Madalena, de Ticiano

Os artistas de Florença e Roma ocupam dois dos três andares do CCBB, que promoveu uma ampla reforma em suas instalações para atender às exigências de segurança. Ela será reforçada em julho com o aumento do efetivo de funcionários e uma base móvel da Polícia Militar em frente do prédio. A exemplo da mostra dos impressionistas, a dos italianos também terá uma “Virada Renascentista” no primeiro dia da exposição, funcionando das 15 horas do dia 13 de julho às 21 horas do dia seguinte, sem interrupção.

“A experiência da mostra dos impressionistas nos levou a ampliar o programa educativo do evento, que começa agora no subsolo do CCBB, onde o visitante receberá orientações sobre o que vai ver”, adianta a diretor da instituição, o dinâmico Mantoan. (Fonte: Estadão)


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1 Comentários

Leonidas das Chagas Rosa Neto 13 de fevereiro de 2015 - 13:02

Eu tive e felicidade de visitar a exposição, é um momento único, pois como foi dito obras de diversos museus em um só lugar, simplesmente maravilhoso, ver uma obra de Leonardo da
Vinci já é um grande privilegio e de quebra Michelangelo e outros monstros, isso mesmo monstros, que técnicas são essas de mais de 450 anos, são de fato impressionistas, que alegria tive naquele dia. Estava curtindo Caravaggio e Da Vinci e acabei visitando esse site,
parabéns.

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