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Minas vai ter réplica do teatro de Shakespeare

Por Maya Santana

O Globe Teatre, situado à beira do Tâmisa, em Londres

 

Depois de mais de quatro anos trabalhando para tornar real o “Globe Theatre Brasileiro”, o produtor cultural Mauro Maya, fundador da Arte Brasil e do Instituto Gandarela, com sede em Belo Horizonte, acaba de assinar o convênio que o torna representante da associação shakespeariana na América Latina. “É uma conquista sem precedentes, porque não é simplesmente uma permissão para construir a réplica do teatro fora de Londres. O projeto promove um intercâmbio espetacular entre Brasil e Inglaterra, além de expandir a universalidade da obra de Shakespeare”, explica Maya.

O projeto tem como frente a construção de um segundo Globe Theatre, previsto para ser inaugurado em 2016, quando serão celebrados os 400 anos da morte do grande mestre do drama. Mas o foco recai, principalmente, em ações que começam a sair do papel já no mês que vem, em agosto: o treinamento de atores, diretores, cenógrafos, iluministas, designers, marceneiros, músicos e administradores de extensões desse universo. Ou seja, a parceria está sendo firmada para dar condições de se produzir por aqui espetáculos tão grandiosos e emocionantes quanto os que podem ser vistos atualmente na terra da rainha – é o que garante Mauro Maya. “Estamos reunindo uma equipe de primeira para fazer jus ao compromisso de oferecer, antes de tudo, qualidade”, diz o idealizador.

O interior do teatro, onde o Grupo Galpão já se apresentou, em formato circular

Segundo ele, ainda estão sendo definidas a programação e a equipe de professores que conduzirá as oficinas na primeira fase (que envolve cursos e apresentações). Representantes da Shakespeare Theatre Association estarão presentes em praticamente todas as etapas do projeto; e, entre os brasileiros, o projeto já conta com a colaboração de nomes como Aimara Resende, Gabriel Villela, Babaya, Orquestra de Ouro Preto e Alceu Valença.

Paralelamente, está sendo pensada a curadoria para promover em Belo Horizonte, em data próxima à Copa do Mundo de 2014, o festival Globe to Globe, que reúne grupos teatrais de diferentes países para apresentar peças de Shakespeare em suas línguas nativas. “Entraremos em uma rota inédita. Além de receber as companhias que melhor encenam os espetáculos shakespearianos, queremos dar todas condições de despontarem daqui peças imperdíveis também. Por isso a formação não é só para os atores, mas contempla técnicos, figurinistas e toda a equipe que pensa e faz o teatro”, explica Mauro Maya. Leia mais em www.revistaencontro.com.br

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