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Morar separados: “É como se fosse um namorado que é marido”

Por Maya Santana

Dora, Carlos e a filha, que mora com a mãe

Maya Santana, 50emais

Dora e Carlos formam um casal que vive completamente diferente de outros casais: eles se amam, gostam da companhia um do outro, mas moram em casas separadas. Foi a fórmula que encontraram para manter um casamento que já dura mais de três décadas. Os filósofos franceses Simone de Beauvoir e Sartre, um dos casais mais influentes do século 20, viveram a vida toda em apartamentos separados, até a morte dele, em 1980. Talvez tenham sido os primeiros a levar esse estilo de vida. Hoje, há muitos casos, mas ainda não é comum encontrar um casal que diz se amar muito, mas não aguenta a presença um do outro dentro da mesma casa.

Leia os detalhes do caso de Dora e Carlos neste artigo de Gabriela Guimarães para o Uol:

Eles são casados há 32 anos, mas moram em casas separadas há 30. Auxiliadora Maria da Cunha, a Dora, 60 anos, e o marido, Carlos Arthur de Araújo, 62, se falam e se veem todos os dias. Mas descobriram que a fórmula de sucesso do relacionamento deles é cada um voltar para o próprio canto na hora de dormir. A seguir, ela conta essa história:

O casal no início do casamento

“Casamos na igreja e fomos morar juntos. Mas não deu certo ficar debaixo do mesmo teto. Tínhamos muitas desavenças, temos temperamentos diferentes. E manias muitos diferentes também. As brigas por coisas pequenas estavam nos desgastando. Se não separássemos as casas, seria divórcio na certa. Ele foi morar com a mãe, e eu fiquei com a Luciana, nossa filha, hoje com 31 anos. Esse negócio de que os opostos se atraem… que nada! Viver com pessoa diferente é muito chato.

O meu pavio é curto Gosto muito de enfeitar a casa, mas ele não gosta. Quando morávamos juntos, se eu colocasse uma coisa em cima de um móvel, ele já reclamava. E queria saber tudo o que eu fazia: eu ia ao banheiro, e ele perguntava o que eu fui fazer. Para que a gente vai ao banheiro? O meu pavio é curto, eu não tenho paciência para aturar tanto grude. O fato dele ser filho único e muito apegado à mãe também dificultou a relação.

Eu não ronco e ele ronca igual motor de avião
A mulher que fala que não se importa com ronco do marido – e até gosta – está mentindo. Eu não suporto ronco, quando a gente vai viajar é um desespero, um horror. Volto muito estressada, porque passo noites sem dormir.

Nos vemos sempre Moramos no mesmo bairro e nos vemos todos os dias. Nos falamos várias vezes ao dia. Dormimos juntos aos fins de semana, na minha casa ou em motel. Em feriados, gostamos de viajar. Também vamos a festas, gostamos de dançar. É como se fosse um namorado que é marido. É assim que segue a vida. Eu amo ele, só não gosto de morar junto. Clique aqui para ler mais.

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2 Comentários

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Luiza 22 de novembro de 2017 - 17:22

Também fiquei 27 anos e ele faleceu. Foi meu é dele segundo relacionamento.So assim deu certo.Gostei muito da reportagem.

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Nilda Bueno Fernandes 22 de novembro de 2017 - 12:19

Acho muito legal , pra mim só funcionaria um relacionamento se fosse assim. Linda história de amor.

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