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Morre a extraordinária Maya Angelou, aos 86 anos

Por Maya Santana

A escritora foi encontrada morta nesta quarta-feira

A escritora foi encontrada morta nesta quarta-feira

Maya Santana

Estava acabando de postar no 50emais  “A morte é um dia que vale a pena viver”, quando recebi um telefonema da minha amiga, Tinda Costa, jornalista ligada, perguntando se eu tinha ouvido a notícia: a poeta e ativista dos direitos civis americana Maya Angelou, 86, fora encontrada morta pela enfermeira na casa em que vivia, no estado americano da Carolina do Norte, nesta quarta-feira. Embora já fosse idosa, tomei um susto. Depois, li que ela já andava com problemas de saúde.

Maya Angelou foi uma das escritoras negras mais lidas dos Estados Unidos. Seus livros tiveram papel importante no meu aprendizado de inglês. Minha amiga sabe da admiração que nutria por essa figura extraordinária, que o mundo inteiro viu  tanto na posse do presidente Bill Clinton como na de Barak Obama. Na luta pelos direitos civis dos negros, trabalhou com Martin Luther King e Malcom X

Veja ela na cerimônia de posse de Bill Clinton, em 1993:

Quando cheguei à Inglaterra para morar, querendo ampliar o meu conhecimento da lingua, fui viver com um casal de ingleses. Logo que me instalei, eles me presentearam com “I Know Why the Caged Bird Sings” – “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola” -,de 1969, a primeira das sete autobiografias que Maya Angelou lançou. No livro,- me impressionou profundamente -, a escritora relata a dureza de sua infância (inclusive um estupro aos 7 anos), e adolescência – até os 17 anos -, passadas no sul dos Estados Unidos, numa época de total segregação racial.

A partir daí, nunca mais perdi de vista a escritora. Ela nasceu no estado do Missouri e ganhou o nome de Marguerite Ann Johnson.  Teve uma infância paupérrima. Apesar disso, a menina inteligente, sensível, vivendo numa sociedade altamente discriminatória,  conseguiu forjar uma biografia espetacular. Trabalhou como cantora, dançarina, atriz. Era também dramaturga e compositora. Ganhou  o Grammy e muitos outros prêmios em diversas áreas artísticas.

Na cerimônia de condecoração, ela recebe o beijo do presidente Obama

Na cerimônia de condecoração, ela recebe o beijo do presidente Obama

Além das sete autobiografias, Maya publicou três livros de ensaios e diversos outros de poesia. Entre as suas obras mais conhecidas estão “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola” de 1969, e outro de 2008, “Carta à minha filha: um legado inspirador para todas as mulheres que amam, sofrem e lutam pela vida – dedicado à filha que nunca tive”. É difícil dimensionar o quanto o mundo perde com a sua morte. 

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