Morre Adalgisa Colombo, símbolo de uma época

Por Maya Santana
Ela foi um símbolo de elegância e ousadia nos anos 60

Miss Brasil 1958: elegância e nível intelectual mais alto

Símbolo de elegância, misturada a uma boa dose de ousadia, Adalgisa Colombo,  Miss Brasil 1958, manteve a aura do título em toda sua vida. A moça, que cresceu  em Botafogo e foi educada no Liceu Francês de Laranjeiras, era habitué de  concursos de beleza e dos desfiles da Casa Canadá desde os 15 anos. Antes de se  sagrar Miss Brasil como candidata do Distrito Federal — feito alcançado aos 18  anos — ela havia sido a Miss Botafogo. No concurso de 1958, ela desbancou as  concorrentes do resto do país com uma ousadia que entrou para a história da  disputa: depois de ter as pernas cobertas por pancake pelo maquiador do Miss  Brasil, como as demais candidatas, ela correu ao banheiro, tirou tudo e se  cobriu de óleo, dando à pele um brilho sensual nunca antes visto pelo júri.

— Aquilo foi como um anúncio da mulher sensual que entraria nas passarelas  nos anos 60, mais ousada e decidida. O Miss Brasil sempre foi modelo de mulher  careta. Adalgisa foi a primeira não careta da história. E a primeira a desfilar  com óleo. Ela tinha uma postura de modelo, um desfile mais agressivo. E Adalgisa  era de uma classe média moderna. Tinha um nível intelectual diferente das outras  misses — conta o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, autor do livro “Feliz  1958 – O ano que não devia terminar”, em que dedicou um capítulo ao título de  Adalgisa no Miss Brasil.

A ex-miss Brasil em foto tirada em 2010

A ex-miss Brasil em foto tirada em 2010

No Maracanãzinho lotado, Adalgisa recebeu a coroa das mãos de Therezinha  Pittigliani, Miss Brasil 1957, de quem se tornou amiga. “Ela deixa várias memórias boas. Foi uma pessoa muito amiga e alegre. Não se  queixava de nada. Gostava de cozinhar, fazia um bacalhau divino. Sua nora está  grávida e ela estava muito animada para se tornar avó”, conta Therezinha.

Depois de se tornar Miss Brasil, a modelo foi recebida pelo presidente Juscelino Kubitschek e beijou Bellini, capitão da seleção brasileira, para pôsteres do campeonato mundial. Com o título, ela foi disputar o Miss Universo, em Long Beach, nos Estados Unidos, mas ficou em segundo lugar, atrás da candidata colombiana, para felicidade de Jackson Flores, com quem se casaria pouco depois em Nova Iorque, abdicando da coroa de miss. O casal teve um filho e viveu na cidade americana por 14 anos. Leia mais  em  http://oglobo.globo.com/rio/morre-adalgisa-colombo-miss-brasil-de-1958-7350010#ixzz2IcF9BuSp


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