Morre aos 66 anos o ator e diretor José Wilker

Por Maya Santana
Ele estava na casa da namorada, passou mal e morreu repentinamente

Ele estava na casa da namorada, passou mal e morreu repentinamente

A notícia pegou todo mundo de surpresa, porque José Wilker, 66, aparentava estar muito bem de saúde e era relativamente jovem. A causa da morte teria sido parada cardíaca. Estou postando a notícia aqui como homenagem ao ator de Dona Flor e Seus Dois Maridos, que vi começar e, agora, se despede.

Leia o artigo publicado pelo Estadão:

Ator, diretor, crítico de cinema, José Wilker morreu hoje, no Rio, aos 66 anos. Ele estava em casa com a namorada, a jornalista Claudia Montenegro, quando se sentiu mal – não teve tempo de ser hospitalizado. A causa da morte foi uma parada cardíaca. Cearense radicado no Rio desde a juventude, Wilker tem duas filhas, Isabel, com a atriz Mônica Torres, e Mariana, com a atriz Renée de Vielmond.

Veja também:
link Assista ao trailer de “Giovanni Improtta”, último trabalho de Wilker como diretor

José Wilker nasceu em 20 de Agosto de 1947 em Juazeiro do Norte. Ele começou a carreira de ator como membro do Movimento de Cultura Popular no Recife. Já radicado no Rio de Janeiro, seu primeiro papel no cinema foi no filme ‘A Falecida’ ao lado de Fernanda Montenegro, mas obteve grande destaque ao lado de Sônia Braga em ‘Dona Flor e seus dois maridos’ de 1976.

Ele deu vida também a personagens memoráveis na televisão, como Rodrigo, que era protagonista de ‘Anjo Mau’, e Roque Santeiro na novela de mesmo nome de 1985. Sua estreia em novelas foi em ‘Bandeira 2’ de Dias Gomes em 1971. Ele foi convidado para atuar na novela depois de vencer o Prêmio Molière pelo espetáculo ‘O Arquiteto e o Imperador da Assíria’.

Como ator chegou a participar de produções internacionais, atuando até ao lado de Sean Connery no filme ‘O curandeiro da Selva’. Frequente comentarista do Oscar na TV, ele também era crítico de cinema. Em 1996 ele lançou um livro chamado ‘Como Deixar um Relógio Emocionado’, que compilou várias de suas críticas.

Em 2004 ele interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta em ‘Senhora do Destino’. O personagem que depois seria levado ao cinema no último filme dirigido por Wilker, ficou conhecido pelos bordões: “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”. Sua  última participação em novelas foi em 2013, em “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco.


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4 Comentários

lisa santana 6 de abril de 2014 - 02:49

E lá se vai um dos donos do meu imaginário adolescente. Zé Wilker apareceu pra mim na novela “cavalo de aço” na década de 70. Tinha os cabelos longos e o ar rebelde. Passei a achar graça no homem e a admirar o ator. Pena que ele já tenha ido. Mas dizem que a morte faz isto. Leva algumas pessoas interessantes e ainda jovens que é pra gente lembrar que a vida também é bela e breve.

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M.Juscelina 5 de abril de 2014 - 23:51

Que pena, era ainda tão jovem!

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Sandra Fonseca 5 de abril de 2014 - 20:53

Estou triste com a morte prematura de Wilker. A cultura brasileira esta menor, pelo menos hoje. Sempre admirei seu trabalho e não pedia seus espetáculos, fala, comentários… que Deus o receba de braços abertos, pois ELE é Pai e Misericordioso..

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Toninho Reis 5 de abril de 2014 - 16:05

O Brasil perde uma grande celebridade,luto geral para a nacao,vamos sentir falta dele nas telas, deixo aqui meus sentimentos como fan e adimirador……………..

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