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Morre aos 94 anos a escritora Doris Lessing

Por Maya Santana

A escritora morreu em Londres neste domingo

A escritora morreu em Londres, neste domingo

Morreu neste domingo uma das escritoras mais importantes da língua inglesa, Doris Lessing, entre as 13 mulheres na história a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura (2007). Nascida na Pérsia, atual Irã, ela passou a vida na África e na Inglaterra. Foi militante do Partido Comunista. Já famosa, em 1999, rejeitou o título de Dama do Império Britânico, concedido pela rainha Elizabeth II, porque “já não há nenhum império”. Teve uma carreira literária das mais frutíferas, produzindo ao longo de seus 94 anos mais de 50 romances. Escreveu até o fim. Em outras palavras, Doris Lessing é uma dessas mulheres extraordinárias, cujo desaparecimento torna o mundo realmente mais pobre.

Leia o artigo publicado por O Globo:

Doris Lessing, uma das escritoras mais influentes do século 20, morreu aos 94 anos neste domingo. Autora de mais de 50 romances, durante sua carreira Lessing foi agraciada com vários prêmios, entre eles o Nobel de Literatura em 2007 e o Príncipe das Astúrias em 2001.

Lessing morreu “em paz” na madrugada deste domingo em sua casa do norte de Londres, afirmou Jonathan Clowes, seu agente e amigo de toda a vida, apesar de não ter revelado a causa da morte. “Era uma escritora maravilhosa com uma mente fascinante e original; foi um privilégio trabalhar para ela e sentirei saudades”, afirmou Clowes.

Nascida em 22 de outubro de 1919 em Kermanshah, na Pérsia – hoje Irã -, Doris Lessing escreveu uma rica obra que fez dela um ícone de marxistas, anticolonialistas, militantes anti-apartheid e feministas.

Grande parte de sua obra narrativa e poética está baseada em sua própria experiência na África e na Inglaterra, com personagens femininos sensíveis e perceptivos que se adentram em questões existenciais e exploram as contradições.

Embora tenha sido classificada como escritora feminista, Lessing, que militou em grupos de esquerda, rejeitou esse rótulo ao considerar que sua obra era mais um exame psicológico do ser humano e seu entorno. Seus pais haviam sido transferidos a trabalho para a Pérsia quando ela nasceu. O pai era um antigo oficial do exército britânico que serviu durante a I Guerra Mundial, Alfred, e sua mãe a enfermeira Emily. Clique aqui para ler mais.

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