Saúde

Mulheres da terceira idade apostam no balé

Aos 57 anos, Maria Virgínia Eggers é uma das que optaram pela dança
Aos 57 anos, Maria Virgínia Eggers é uma das que optaram pela dança

Nesta fase da vida, o importante é se exercitar, seja lá como for. E o balé é uma das formas mais maravilhosas de mexer com o corpo. Por isso, há mulheres com mais de 50 anos optando pela dança, como a psicanalista Maria Virgínia Eggers, que vive o sonho de ser uma bailarina aos 57 anos. Ela não só se diverte muito, já que ama dançar, como sente que seu vai se transformando.

Leia o artigo publicado pelo Zero Hora:

Ficar na ponta do pé, graciosamente, e erguer o próprio corpo a partir do estômago, tomando consciência de cada movimento são vitórias que Maria Virgínia Eggers conquistou aos 57 anos. Em busca de um corpo mais feminino, mais saúde e de uma atividade que a fizesse feliz, a psicanalista se apaixonou pela dança que hoje faz parte da sua rotina. De segunda a sexta, Virgínia chega ao estúdio de balé, depois de um dia inteiro de trabalho, troca o sapato pela sapatilha de ponta, a calça social pelo saiote e encontra com as colegas do balé adulto.

Tudo começou no pilates. A fisioterapeuta Letícia Krensinger, que também é bailarina, mesclava movimentos dos dois exercícios e viu o potencial de Virgínia. Em poucos meses, ela perdeu a aluna e ganhou uma nova colega.

– Eu realmente amo o balé. Eu descobri que posso fazer coisas que jamais imaginei que tinha capacidade. Hoje, já ando na ponta do pé. Muitas vezes, a aula termina e nossa turma continua se exercitando, repetindo os passos. Tudo pelo prazer de continuar dançando – conta Virgínia.

Há poucas lesões que impedem alguém de começar a fazer balé quando adulto. O exercício fortalece o corpo com movimentos graciosos. Não há aquela dor do dia seguinte como na musculação. Quem faz, na verdade, sempre quer mais e mais.

– O balé trabalha o corpo de maneira completa, global. Fortalece os músculos sem provocar o encurtamento, como a musculação. Além disso, fortalece o cérebro quando exige coordenação motora e equilíbrio. Até quem acha que pode ter a coordenação e o equilíbrio comprometidos pela idade pode sentir resultados positivos, nesse sentido – explica a fisioterapeuta.

O mito de que apenas crianças podem começar a dançar não é verdadeiro. Virgínia teve poucas aulas quando tinha sete anos, mas logo teve que parar. Ao longo dos 50 anos que passaram até o reencontro com a dança, ela lembrava com nostalgia dos primeiros passos. Quando voltou ao balé, começou nas aulas de “Barre-Terre”, uma versão no solo de exercícios que, geralmente, são feitos na barra. São exercícios que usam técnicas do balé clássico para condicionamento do corpo que fortalecem pernas, tornozelos, pés e costas. Em pouco tempo, Virgínia quis mais e começou a fazer aulas de balé clássico para adultos, depois se matriculou também no balé na ponta e hoje, se pudesse, dançaria todos os dias. Clique aqui para ler mais.

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3 Comentários

  1. Olá!
    Meu nome é Márcia e tenho 53 anos. Sou fascinada por dança e movimento. Dancei quando criança mas, com o passar dos anos abandonei essas atividades. Gostaria que me indicassem algum lugar que ofereça esse tipo de atividade aqui no Rio de Janeiro. Poderiam me indicar? Só encontro dança de salão mas, quero mesmo balé! Amo dançar !

    Aguardo retorno,

    Obrigada.

  2. Olá. Gostaria de saber se há algum lugar que tenha essa atividade na cidade do Rio de Janeiro. Estou à procura de uma atividade física assim. Obrigada.

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