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Mulheres no Brasil, maioria que não é representada

Por Maya Santana

Pela primeira vez, temos três  mulheres disputando a presidência, mas ainda não temos força

Pela 1ª vez, 3 mulheres disputam a presidência, mas ainda não temos força

Embora as brasileiras que vão votar no próximo dia 5 de outubro representem 52% dos eleitores do Brasil e pela primeira vez na nossa história três mulheres estejam disputando a presidência da República, os números comprovam que pouco adianta ser em quantidade maior num país em a maioria tem menos poder. Excelente esse artigo de M. Rossi, publicado pelo jornal El País, dando um panorama da situação da mulher no Brasil, às vésperas das eleições presidenciais.

Leia o artigo:

Pela primeira vez em uma eleição para a presidência no Brasil duas mulheres aparecem emboladas na disputa pelo primeiro turno. Desde que sua candidatura foi lançada, após a morte de Eduardo Campos, Marina Silva (PSB) disputa, em pé de igualdade, a preferência dos votos com a presidenta Dilma Rousseff (PT). Outra mulher também está entre os candidatos, Luciana Genro (PSOL), porém com menos chances de chegar ao segundo turno, segundo as pesquisas eleitorais.

Com uma representação feminina deste porte, seria natural esperar que questões de interesse das mulheres estivessem na agenda do debate eleitoral. Mas na prática, isso não acontece. Uma pesquisa de 2012, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em parceira com o Data Popular e SOS Corpo, revelou que serviços de saúde mais eficientes (97%), transporte público mais eficiente (88%) e escolas em tempo integral para os filhos (83%) eram as três maiores demandas das mulheres para as próximas eleições. Hoje, porém, essas questões são tratadas de maneira genérica.

Dos 142,4 milhões de eleitores que devem votar nas eleições deste ano, 52% são mulheres. Neste ano também, o número de mulheres que disputam algum cargo nas eleições aumentou 46% em relação ao pleito de 2010. Além disso, há mais de dez anos as mulheres representam a maioria da população brasileira, 51%, segundo o IBGE.

Mas os números provam que pouco adianta ser maioria em um país em a maioria tem menos poder. No âmbito econômico, a diferença entre os salários pagos para homens e mulheres só aumenta. Segundo o IBGE, em 2009, os homens recebiam 24% a mais do que as mulheres. Em 2010, 25% a mais e, em 2012, a diferença subiu para 25,7%. Já na esfera social, entre 1980 e 2010, 92.000 mulheres foram assassinadas, sendo que 43.700 só na última década, um aumento de 230%. Clique aqui para ler mais.

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