Mulheres que não se importam de estarem se tornando velhas

Por Maya Santana
Ivna Tarsis Junqueira Reis Guimarães, 65: mostrando sua beleza natural

Ivna Tarsis Junqueira Reis Guimarães, 65: mostrando sua beleza natural

É a velha polêmica entre aquelas que tentam manter a aparência jovem, seja a que custo for, e as querem assumir a idade de peito aberto, sem nenhum subterfúgio. Estas fazem questão de não esconder nada: os cabelos ficando brancos, as manchas de cores variadas que surgem na pele aqui e ali e nem as rugas. O artigo de Paula Takahashi, publicado no portal Uai, é sobre essas mulheres, as que não se importam em mostrar que estão ficando velhas.

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Por que postar “selfies” nas redes sociais sem maquiagem virou um desafio? Por que mostrar o rosto limpo, sem retoques de cosméticos ou efeitos “embelezadores” dos filtros disponíveis nos aplicativos de fotos, se tornou sinônimo de transpor barreiras, superar tabus e bater de frente com convenções sociais? O fenômeno que mobiliza famosas e anônimas do mundo todo faz parte da campanha norte-americana “Stop the beauty madness” (Pare a loucura da beleza), lançada pela escritora Robin Rice, que se autoproclama “artista das mudanças sociais”. Quem adere à proposta e publica fotos “ao natural” incita outros amigos a fazer o mesmo, criando uma verdadeira corrente contra os padrões estéticos.

Mas a pergunta ainda permanece. Por que tirar fotos mostrando as imperfeições, manchas, rugas, olheiras e flacidez se tornou uma provocação? Simplesmente porque muitos a veem assim. A revelação e a surpresa que estão por trás da atitude dão à campanha o caráter de desafiadora. Mas o sentimento só é despertado em quem o reconhece de fato. A carapuça não serve para a designer de interiores Valéria Araújo Costa, de 60 anos, ou para a aposentada Ivna Tarsis Junqueira Reis Guimarães, de 65.

A designer de interiores Valéria Araújo Costa também é adepta do envelhecimento natural

Valéria Araújo Costa, 60, também é adepta do envelhecimento natural

Donas de belos cabelos grisalhos, corpos e rostos nunca retocados por cirurgias plásticas e orgulhosas de mostrar uma beleza natural dificilmente ofuscada por bases, pós e blush, elas não têm qualquer dificuldade em aparecer de cara limpa. Assumem as marcas da idade e deixam o tempo agir naturalmente, sem neuras, vergonha, ou qualquer outro sentimento que possa motivar a busca desenfreada e desmedida pela juventude e por um padrão estético contestável.

Não se trata de desleixo, mas de um cuidado saudável, na medida. “Sempre tive um corpo muito bonito e sempre fui muito valorizada por isso. Gosto de manter, mas sem medo, sem sufoco. É preciso ter uma postura e uma autocrítica para envelhecer com qualidade”, ensina Ivna. Equilíbrio, segurança e autoconhecimento são elementos importantes para assumir decisões como as de Ivna e Valéria.

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Ninguém falou em abandonar de vez o estojo de maquiagem, jogar fora os cremes ou excluir de vez o salão da lista de compromissos. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Não há mal nenhum em pintar o cabelo, fazer uma drenagem linfática ou um tratamento dermatológico para melhorar o aspecto da pele. “Romper com os apelos criados é muito complicado e não é obrigatório fazê-lo. Não é preciso brigar com a sociedade e abrir mão dos recursos que estão disponíveis. Não é isso”, pondera a psicóloga na área clínica Maria Clara Jost. O que se almeja é o equilíbrio.Clique aqui para ler mais.


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7 Comentários

Digenir Chaves Fugazza 21 de novembro de 2015 - 22:21

Tudo isso e questão de personalidade, cada um tem a sua. Eu sou uma mulher super feliz. No próximo dia 01 de dezembro vou completar 71 anos. Cabelos não veem tintura a mais de 12 anos. Gosto deles assim. Já viram tintas de todas as tonalidades. Sempre trabalhei em empresas de grande porte e tinha que estar sempre bem vestida, bem penteada e até maquiada. Depois da aposentadoria assumi de vez um “Movimento Social”, onde a convivência são com jovens principalmente estudantes de “Ciências Sociais”. Gosto de me vestir no dia a dia com roupas simples e confortáveis . Mais logicamente se tiver que ir a um evento vou me vestir de acordo com o lugar que vou frequentar.Não uso modinhas feito para meninas. E assim me sinto muito bem. Sou Presidente de uma Associação de Artesãos e Artistas. E com isso gravado algumas reportagens para a TV local, algumas vezes com a cara super limpa. E quando digo a minha idade já ouvi jovens dizer “Me sinto envergonhada ” tenho 1/3 da sua idade e não tenho 50% da sua disposição. Tenho marido e sou casada a 42 anos.

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Márcia Asseituno 20 de outubro de 2015 - 23:20

Tenho 57 anos, sou bem feliz com a idade, acho que hoje me conheço mais e me amo mais, pois a maturidade me fez ver que não importa o que as pessoas vêem em mim e sim como eu me vejo!!

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Isabel Carvalho 18 de outubro de 2015 - 03:11

Não sei se estou errada ou certa, mas acho que isso não importa muito porque sinto-me muito bem fazendo o que gosto e sendo eu mesma. Não gosto dos meus cabelos brancos então pinto de Loiro, já fiz levantamento da pálpebra, preenchimento para tirar o bigode chinês e botox para suavizar a expressão. Quando estou com calor faço rabo de cavalo e uso shorts com rasteirinha numa boa, maquiagem diária não uso somente protetor solar, na praia uso biquíni. Há e como sou 100% livre namoro. Não nego a minha idade, mas também não fico anunciando, quando perguntam quantos anos tenho sempre devolvo a pergunta e digo eu tenho a idade que me dão. Nunca me deram mais de 50 embora eu seja avó de três netos. Sou bem resolvida quanto a isso. Saio com meus filhos e com meus netos de boa. Mas também vou pra balada tipo anos 80 com as amigas e me acabo de dançar, mesmo que eu depois fique três dias com dores…Será que estou errada? Será que não sei envelhecer porque não consigo gostar de cabelos brancos?

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Yvone 18 de outubro de 2015 - 20:53

Isabel vc é show. Bj y

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Suely 18 de outubro de 2015 - 21:11

Não acho que vc está errada, você sabe o que te faz feliz, pinta os cabelos e se apoderou de sua liberdade, e é claro, usa a seu favor! Se vc estiver errada eu estou.

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Elisabeth 18 de outubro de 2015 - 23:36

Eu acho que vc está certissima, tem que viver, falo isso pois estou vegetando aos 54 anos, mas mesmo asdim pinto meus cabelos de mexas, pois estão brancos totalmente, começaram a embranquecer aos 28, genetica, ne? Mas estou vegetando, pois estou sofrendo de distemia, um tipo de depressão que da vontade de morrer, luto pois tenho uma filha de 13 anos, mas nunca dei sorte no amor, complexo, deixado pela familia, agora que estava me tratando, me cuidando, me achando mais bonita, minha mãe adoeceu com Alzheimer, tenho que ajudar a cuidar, tem cuidadora durante o dia, eu e meu irmao revesamos pra dormir com ela, dou banho, comida
Mas meu irmao mais novo 47, briga comigo e eu com ele. Mas me humilha, sou caprichosa,gosto de casa lima e arrumada,limpa, e ele com raiva me chama de porca, preguiçoda, pois estou desempregada e muito triste com a doença de minha mãe. Amiga boa sorte, quem sabe um dia eu resdurja das cinzas, como a fenix…

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Rozete Martins de Luna 27 de setembro de 2014 - 10:00

Pois é; comigo foi e é diferente. Eu fui uma pessoa magressima e por isso me achava muito feia. Nunca arrazei corações, Tomei muitos remédios para engordar. Nunca consegui. Em síntese, nunca gostei da minha própria figura. Hoje, aos 74 anos estou inteiramente satisfeita com meus 72 kilos e meus cabelos mais ou menos grisalhos, meu rosto pouco enrugado,Nunca gostei de tirar fotos e nem de me olhar no espêlho e hoje faço isso tranquilamente; até que gostaria de mais traço que mostrassem minha idade pois as pessoas geralmente desacreditam

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