Mulheres serão a nova força emergente no mundo

Por Maya Santana
Afirma Beth Brooke, 53, uma das cem mulheres mais poderosas do planeta

Afirma Beth Brooke, 53, uma das cem mulheres mais poderosas do planeta

A americana Beth Brooke, uma das cem mulheres mais poderosas do mundo, acredita que consumidoras, empreendedoras, funcionárias e executivas serão a nova força emergente do mundo, ao lado de China e Índia. Ela veio ao Brasil neste mês lançar um programa que busca explorar o potencial para negócios de atletas após a aposentadoria. Brooke, vice-presidente global de políticas públicas da Ernst & Young (consultoria americana que apoia oficialmente os Jogos Olímpicos do Rio 2016), está constantemente engajada em programas para o desenvolvimento das mulheres.

A executiva ocupa a 99ª posição na lista anual de poderosas da revista “Forbes”, que traz ainda empresárias, celebridades e figuras políticas, como a presidente brasileira Dilma Rousseff (3ª) e a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton (2ª). A americana de 53 anos acredita que as empresas devem voltar a atenção ao público feminino. A renda global das mulheres vai saltar de US$ 13 trilhões para US$ 18 trilhões nos próximos cinco anos, estima. Ela é responsável pela política pública da consultoria em 140 países, tendo que negociar frequentemente com autoridades, empresários e políticos.

Leia a seguir os principais pontos da entrevista concedida à Folha:
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Folha – Como se tornou uma das mulheres mais poderosas do mundo?                                                                                                                                                                                                                                     Beth Brooke – Esse reconhecimento veio como resultado do meu trabalho e do que defendo na Ernst Young há anos. Uso a minha plataforma para mobilizar pessoas em 140 países, para fazer um impacto positivo no mundo. Mas não acredito que chegaria a esse posto sozinha. Como foi esse processo? É preciso cultivar uma rede de relacionamentos, ter pessoas te estimulando. Acredito que é
desta forma que alguém fica poderoso. Ao reconhecer que não se faz nada sozinho e que é preciso fazer com que todos os envolvidos em um projeto trabalhem na mesma direção.

Folha – Como foi a sua reação quando soube da indicação?
Beth Booke – Foi uma das sensações mais desconfortáveis que senti. Descobri por e-mail que a lista seria publicada no dia seguinte. Fiquei assustada porque a nossa cultura empresarial é de não
comemorar nada individualmente. Eu faço tudo como integrante de uma equipe, e, de repente, estaria na lista como um indivíduo. Liguei para o presidente da empresa para dizer que estava
muito preocupada. Ele me acalmou, ficou orgulhoso e disse que mereci. Depois percebi como foi interessante a minha reação sendo mulher: meu primeiro instinto foi me preocupar e não ficar orgulhosa.

Folha – As mulheres têm ganhado importância no mundo dos negócios?
Beth Brooke – Sim, e isso irá crescer ainda mais. Há estimativas de que as mulheres terão um poder econômico tão grande nos próximos dez anos que já estão sendo chamadas por estudiosos e especialistas de o “terceiro bilhão”. Significa que 1 bilhão de mulheres pelo mundo ingressarão na economia global, junto com outros 2 bilhões vindas da Índia e da China.  Leia mais em folha.com.br


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