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Musical abre celebrações dos 70 anos de Chico

Por Maya Santana

Cena de “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos”

Cena de “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos”

Maya Santana

Admiro profundamente Chico Buarque de Holanda. Cresci cantando as suas belas letras. Sabia todas – dezenas – de cor. No cursinho preparativo para o vestibular – não esquecer que estou me referindo aos anos 70 -, a professora de português usava as letras dele, extremamente bem escritas, para ensinar a matéria. Sempre foi o meu preferido. Quero ver todos os espetáculos que estão vindo aí ao longo do ano para comemorar seu septuagésimo aniversário de vida, em junho, e seus 50 anos de carreira. Salve Chico Buarque e sua arte!

Leia o artigo de O Globo:

Pode-se dizer que a carreira musical de Chico Buarque de Hollanda começou também no teatro. Aos 20 anos, com “Tem mais samba”, ele estreava na trilha sonora do musical “Balanço de Orfeu”, de Luiz Vergueiro, em 1964 (a mesma faixa estaria em seu primeiro LP, em 1966). Prestes a completar, portanto, 50 anos de carreira como compositor e, em 19 de junho, 70 anos de idade, Chico terá um 2014 um tanto cênico. Nesta quinta-feira, às 21h, os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho abriram os festejos com a estreia de “Todos os musicais de Chico Buarque em 90 minutos”, no Teatro Clara Nunes. E, até o fim do ano, cinco grandes espetáculos, entre novas versões para antigos musicais e histórias inéditas, prestam tributo ao mais teatral dos compositores da música popular brasileira.

Em abril, João Fonseca dirige uma versão para “O grande circo místico”. Ainda neste primeiro semestre (mas sem mês definido), Gustavo Paso encena “Apesar de você”, um musical inspirado em Julinho da Adelaide, o famoso pseudônimo de Chico. Depois, em agosto, João Falcão assina uma nova montagem da “Ópera do malandro”, e Renato Aragão estreia no teatro com uma versão de “Os Saltimbancos Trapalhões”, prevista para outubro, sob a direção de Möeller e Botelho. E, até o fim do ano, Ruy Guerra remonta “Calabar”, a mais célebre das obras censuradas pela ditadura militar.

Inventor de personagens célebres — Geni, o meu guri, entre outros —, além de tramas — como “Olhos nos olhos”, entre muitas outras — que podem ser consideradas dramaturgia em forma de música, Chico é um mestre da canção a serviço da narrativa. E foi essa percepção que inspirou Möeller e Botelho a criar um musical a partir de canções do compositor feitas estritamente para os palcos e as telas.

— Quando você analisa essas canções para teatro e cinema, essa dimensão dramatúrgica é ainda mais potencializada. Chico tem uma capacidade enorme de construir personagens e histórias absolutamente teatrais dentro de uma única canção — diz Möeller, citando como exemplo “Geni”. — Ela tem início, meio e fim, assim como tantas outras. São peças inteiras numa única música. Clique aqui para ler mais.

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