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Nadadora de 64 anos atravessa de Cuba aos EUA

Por Maya Santana

Diana Nayd tentou cinco vezes antes de ter sucesso na travessia

Ela tentou cinco vezes antes de ter sucesso na travessia

O feito de Diana Nayd é histórico e mostra, antes de qualquer coisa, a força da persistência. Ela só conseguiu atravessar de um país para outro depois da quinta tentativa. Na primeira, Diana tinha 20 e poucos anos. Acalentou o sonho durante todo esse tempo. Conseguiu agora que está com 64 anos. Ao chegar à Flórida, com o rosto inchado, disse que tinha três mensagens. Uma delas era “você nunca está velho demais para perseguir seus sonhos.” Leia o artigo publicado nesta quarta-feira pelo Estadão:

A nadadora norte-americana Diana Nayd, de 64 anos, realizou nesta segunda-feira uma façanha inédita. Ela precisou de 2h54min18 para se tornar a primeira pessoa a nadar a distância de 176 quilômetros entre Havana (Cuba) a Key West (Estados Unidos). Foi a quinta tentativa da atleta, que não utilizou gaiolas contra tubarões. A primeira ocorreu em 1978. Diana saiu do Club Náutico Internacional Hemingway, em Havana, cruzou o Estreito da Flórida e encerrou o trajeto na ilha de Key West. Ela foi beneficiada por correntes marítimas favoráveis.

“Eu tenho três mensagens”, disse Diana, logo após sair da água, com rosto queimado e língua e lábios bastante inchados. “Primeiro nunca, nunca desista. Segundo: você nunca está velho demais para perseguir seus sonhos. Terceiro: este esporte parece ser solitário, mas é preciso uma equipe para se ter sucesso”, completou a americana, que teve o auxílio de 35 pessoas para manutenção de rota,
alimentação e hidratação dentro da água. Para evitar que ela fosse picada por uma medusa, por exemplo, mergulhadores foram à frente da atleta durante alguns metros.

O mar entre a Flórida e Cuba é um adversário conhecidamente feroz, cheio de tubarões, águas-vivas e ventos fortes. Esses obstáculos foram superados desta vez por Diana. “Acho que a mãe natureza disse: ‘Deixa-a ir desta vez'”, brincou. “É muito emocionante para mim – já era há 35 anos, e ainda é – fazer algo que ninguém jamais fez. Tudo valeu a pena”, disse. “Mas, desta vez, se eu não concluísse a travessia, diria com orgulho que não teria mais nada a acrescentar.”

Em junho, a nadadora de longa distância australiana Chloe McCardle tentou fazer a travessia sem uma gaiola de proteção contra tubarões, mas teve de desistir depois de também ser queimada por águas-vivas.

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