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Não devemos ver o envelhecimento como a etapa final

Por Maya Santana
 as mulheres estão, no geral, menos confortáveis com sua aparência física, sua idade atual e sua vida sexual

A velhice saudável depende de laços afetivos satisfatórios, tolerância ao estresse, espontaneidade, otimismo, capacidade de atualização e sentimentos de segurança e autoestima

Carolina Cotta – Estado de Minas

Saúde é o completo bem-estar físico, mental e social. Bons resultados no checape, portanto, não são suficientes. É preciso também estar mentalmente saudável, em estado de equilíbrio com o meio em que se vive. É isso que garante ao indivíduo sua participação laboral, intelectual e social para alcançar bem-estar e qualidade de vida. “É fundamental o bem-estar emocional e psicológico para a pessoa ser capaz de usar suas habilidades emocionais, cognitivas e sociais, sendo competente nas atividades diárias. A velhice saudável depende de laços afetivos satisfatórios, tolerância ao estresse, espontaneidade, otimismo, capacidade de atualização e sentimentos de segurança e autoestima”, explica a psiquiatra Rita Ferreira.

É por isso que, nos problemas de saúde física, a saúde mental está mais suscetível de ser afetada. Mas o que é possível fazer para envelhecer bem emocionalmente? Ter interesse pela vida é essencial. O indivíduo não deve ver o envelhecimento como uma etapa final. Exercer a sexualidade também é essencial. Limites existirão, mas o importante é se adaptar. Sexualidade, segundo Rita, é a maneira de a pessoa expressar seu sexo por meio da fala, gestos, postura, modo de andar, de se vestir e de se enfeitar. “Ela traz satisfação e reforça vínculos. Na velhice, há mais possibilidades de se relacionar melhor como casal, valorizando o contato físico, o carinho, o companheirismo. E mesmo as relações sexuais, em menor quantidade, podem ser melhores, com mais sutileza, desprendidas de regras, modelos e pressões”, defende.

Mas as mulheres estão, no geral, menos confortáveis com sua aparência física, sua idade atual e sua vida sexual. De acordo com pesquisa, nesse último quesito, enquanto 55% dos homens se dizem confortáveis com sua condição atual, 44% das mulheres têm a mesma avaliação. O interessante é que os mais jovens tendem a estar menos confortáveis com sua vida sexual do que os mais velhos. Ou seja, os mais velhos estão, do ponto de vista sexual, mais satisfeitos que os mais jovens. Isso mostra que há muito mito em relação ao envelhecimento.

A pesquisa relevou que alguns estigmas e estereótipos relacionados à velhice ainda têm força no imaginário do brasileiro. A maioria dos entrevistados acredita, por exemplo, que as pessoas idosas tendem a ser mais teimosas e impacientes. Por outro lado, 77% consideram o envelhecimento motivo de orgulho e grande parte acredita que as pessoas nunca deveriam deixar de executar, por causa da idade, atividades muitas vezes associadas aos mais novos, como dirigir (25%), namorar (76%), vestir roupas jovens (34%), ouvir músicas modernas (67%), viajar (76%), estudar (65%) ou sair com amigos (77%). Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Clarice Nunes 26 de outubro de 2015 - 15:12

Como mulher de 57 anos, acho que sempre nos foi muito exigido sermos sensuais, despertar o interesse sexual do sexo oposto. Com o passar do anos e é clar,o com a queda dos hormônios, tudo isso diminui muito.Aí vem o problema para muitas: correr atras sexy appeal perdido.Vem depressão. Sim , porque o sociedade é muito dura, preza a beleza e a juventude. Precisamos aprender a trocarmos sensualidade por elegância ou correremos o risco de nos tornarmos caricaturas do que fomos.

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