Não é tão difícil aprender a tocar na maturidade

Por Maya Santana
Depois de aposentado, Assis, 63, resolveu aprender a tocar violão

Depois de aposentado, Assis, 63, resolveu aprender a tocar violão

Depois de ler este artigo do Correio Braziliense, me deu vontade de aprender um instrumento. Se fosse levar adiante a vontade, aprenderia a tocar flauta. Seria para mim um enorme desafio. Mas, nesse artigo, um especialista garante que: “Apesar de enfrentar dificuldades naturais, pessoas mais velhas, quando bem orientadas, são capazes de receber educação musical e de aprender um instrumento. Depende da vontade, da atenção e das condições de saúde. Se esses quesitos forem preenchidos, qualquer pessoa pode aprender””

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“A arte torna a vida menos árida.” Por pensar assim, Assis Coelho, 63 anos, decidiu ter aulas de violão no ano passado. Ele já arranhava alguns acordes que aprendera sozinho, mas acreditou que era o momento, depois da aposentadoria, de se dedicar ao violão e dominar, de fato, o instrumento. “Agora, estou realmente aprendendo a tocar. Sozinho, você não vai muito longe”, afirma.

Luiz: retomando a música

Luiz: retomando a música

A música sempre esteve presente na vida do professor, que usava, desde jovem, letras dos Beatles e de outras bandas para aprender inglês. Depois de se aposentar, ele teve o tempo disponível para se dedicar a mais atividades. Sedento pela busca de conhecimento, o também escritor encaixou o estudo de violão na nova rotina. “A música sempre me atraiu. Depois de me aposentar, tive o tempo necessário”, diz.

Para Assis, não existe a intenção de se tornar um virtuose. Os benefícios do aprendizado de música são outros. Diminuir a solidão, facilitar novas amizades, deixar a memória mais atenta estão entre eles. “Existe também um bem-estar maior, a música ajuda a passar o tempo com mais tranquilidade.” A intenção do professor aposentado é continuar a aprender até quando puder. “A música é uma companheira para a vida toda”, acredita, para, logo em seguida, citar Nietzsche: “Sem a música, a vida seria um erro”.

O senso comum diz que o aprendizado musical só é possível quando jovem, mas especialistas e casos como o de Assis comprovam que nem sempre a afirmação popular é verdadeira. Apesar de enfrentar dificuldades naturais, pessoas mais velhas, quando bem orientadas, são capazes de receber educação musical e de aprender um instrumento. “Depende da vontade, da atenção e das condições de saúde. Se esses quesitos forem preenchidos, qualquer pessoa pode aprender”, explica a mestre em música pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) Eliane Martinoff.

Presente desde o início na vida, a linguagem musical já está, de certo modo, inserida no cotidiano e no imaginário mesmo de quem nunca tenha encostado em um instrumento musical. Por isso, aprender música depois de mais velho pode ser mais fácil do que se pensa. Doutora em ciências da saúde e graduada em música, Maria Eugênia Albinati tem experiência com o ensino musical na maturidade e confirma a ideia de que a presença cotidiana de canções ajuda no aprendizado tardio. “De todas as linguagens artísticas, a música é a mais presente na vida das pessoas. Então, o idoso já tem familiaridade com ela.” Clique aqui para ler mais.


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