Neruda: celebrado por seus poemas de amor

Por Maya Santana
O  poeta chileno,  morto em 1973

O poeta nasceu há exatos 109 anos

Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, nome de batismo de Pablo Neruda, é uma das figuras latino-americanas mais influentes do século 20. Além de embaixador do Chile na França, foi cônsul na Espanha e no México, recebeu o Nobel de Literatura e o Prêmio Lênin da Paz.

Nascido em 12 de julho de 1904, escolheu o pseudônimo pelo qual ficou famoso em homenagem ao poeta tcheco Jan Neruda e ao francês Paul Verlaine. Mais tarde o adotou como nome legal. Morreu de câncer, em Santiago, no dia 23 de setembro de 1973.

Celebrado principalmente por seus poemas e suas canções de amor, também escreveu odes a elementos corriqueiros. “Ode a uma Estrela” conta a história de um homem que roubou uma estrela e decidiu guardá-la embaixo da cama.

Em edição bilíngue (português e espanhol), “Neruda para Jovens: Antologia Poética” trata de diversos temas. Neste livro, o autor enaltece o amor à geografia chilena, lugares onde passou a infância e a adolescência.

O “Livro das Perguntas” incentiva a inquietação e a curiosidade das crianças com perguntas divertidas e fora do comum. No exemplar, ilustrado com com fotos e colagens, surgem questões sobre os animais, os elementos da natureza, o significado da vida e da morte e da própria existência.

Dedicada a Matilde Urrutia, sua última musa, “Cem Sonetos de Amor” é dividido em quatro partes. Abaixo leia um soneto extraído do exemplar:

*

AMOR, quantos caminhos até chegar a um beijo, que solidão errante até tua companhia! Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva. Em Taltal não amanhece ainda a primavera.

Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos, juntos desde a roupa às raízes, juntos de outono, de água, de quadris, até ser só tu, só eu juntos.

Pensar que custou tantas pedras que leva o rio, a desembocadura da água de Boroa, pensar que separados por trens e nações

tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos, com todos confundidos, com homens e mulheres, com a terra que implanta e educa os cravos. Leia outros dois sonetos do poeta chileno em folha.com.br


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