Estamos todos nos matando de tanto comer

Por Maya Santana
Os sanduíches, cheios de molhos, estão cada vez maiores

Os sanduíches estão cada vez maiores

Quando o assunto é obesidade, ajuda contar com a flexibilidade de um bom  traje nacional. Os países do Golfo Pérsico podem estar entre os de maior  sobrepeso do mundo, mas uma ondulada abaya esconde uma profusão de pecados. A  Índia tem os saris, comodamente ajustáveis, as kameezes (túnicas longas) soltas  e uma escalada de problemas de peso e diabete. Por outro lado, jeans e camisas  justas não favorecem os gordos, ao alardear seus “pneus”.

Talvez esse seja o motivo pelo qual o Ocidente tenda a assumir a culpa por  quebrar todos os recordes de obesidade – além das balanças. Na cabeça das  pessoas, os EUA, em especial, são sinônimo de gordura – 36% dos americanos são  obesos. O Reino Unido, segundo um relatório que acaba de ser publicado pelo  Royal College of Physicians, não fica muito atrás – 25% da população adulta é  obesa.

Circunferência abdominal está aumentando no mundo todo

Circunferência abdominal está aumentando no mundo todo

Mas a obsessiva postura do Ocidente em olhar para seu próprio umbigo nos  impede de perceber que outras barrigas estão crescendo vertiginosamente. A  epidemia é mundial. O novo “Estudo do Encargo Mundial das Doenças” mostra que  mais pessoas estão morrendo de moléstias associadas à obesidade do que de  subnutrição (em todas as regiões, com exceção da África Subsaariana), e a  Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que esse distúrbio mate 2,6 milhões de  pessoas ao ano. Estamos – ricos e pobres – engordando, o que sobrecarrega os  sistemas de assistência médica mundiais.

Minha própria entrega desbragada aos prazeres do Natal ocorreu no Egito, o  país mais gordo da África. Parece não existir nada que se compare ao pôr do sol  à beira do Nilo para fazer você ansiar por um balde do KFC. Em Assuã, fast foods  à margem do rio estão lotados de nativos. A procura é boa para os negócios e  para a crescente circunferência da cintura nacional. O Egito nem sequer pertence  ao grupo dos cem maiores em Produto Interno Bruto per capita, mas, em questão de  obesidade, suas mulheres e homens ocupam o 14º e o 27º lugares,  respectivamente. Clique aqui http://migre.me/d4pBo para continuar a ler.


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