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Nosso “Poetinha” Vinícius de Moraes partiu há 35 anos

Por Maya Santana

Vinicius nasceu no Rio de Janeiro em 1913. Era um artista completo

Vinicius nasceu no Rio de Janeiro em 1913. Era um artista completo

Nesta quinta-feira, 9 de julho, completou 35 anos que Vinicius de Moraes partiu para sempre, quando ainda não havia completado 67 anos de idade. Um baque para o Brasil, que sempre amou a arte desse boêmio inveterado.Como quase todo brasileiro, adoro tudo que Vinícius compôs. Por isso, faço aqui no 50emais a minha pequena homenagem ao poeta, postando este artigo de O Globo, que relembra aquele fatídico 9 de julho.

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Como no “Soneto de fidelidade”, sua vida foi eterna enquanto durou. Às 7h do dia 9 de julho de 1980, aos 66 anos, morria em sua casa na Gávea, Zona Sul do Rio, Marcus Vinitius da Cruz de Melo Moraes, conhecido desde os 9 anos apenas como Vinicius de Moraes. Dois meses após uma cirurgia, o “poetinha” foi vítima de um edema pulmonar e da demora da ambulância, que só chegou uma hora e vinte minutos depois de ser acionada.

A comoção foi geral. Com o anúncio de sua morte pelas rádios, no mesmo dia as vendas de discos do compositor dispararam nas lojas cariocas. Na São Francisco de Paulo, na Rua São José, no Centro, destacou reportagem do GLOBO, a gerência colocou em destaque junto à vitrine todo o seu estoque. No Cemitério São João Batista, mais de 500 pessoas, entre familiares, artistas e intelectuais, despediram-se de Vinicius e celebraram sua contribuição à cultura do país.

Uma lista completa com os célebres amigos que compareceram ao enterro foi publicada na edição do dia seguinte. Ao todo, 58 nomes. Otto Lara Rezende, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Glauber Rocha, Antonio Callado, Elis Regina, Milton Nascimento, Ferreira Gular, Clara Nunes, Miúcha e Chico Buarque, entre outros, passaram pela despedida, destacou o jornal. No dia seguinte à sua morte, no bar Garota de Ipanema – esquina da Rua Montenegro (rebatizada Vinicius de Moraes um ano depois) com a Prudente de Morais -, a mesa que o “poetinha” sempre ocupava para beber permaneceu intocável. Uma placa lembrava sua ausência.

Vinicius de Moraes nasceu em 19 de outubro de 1913, no Jardim Botânico, na Zona Sul, na Rua Lopes Quintas 114. Formado em Direito, ficou marcado pelos muitos casamentos, nove no total. “Quando eu me separo de uma mulher, levo apenas a escova de dente”, lembrava Sergio Cabral da frase de Vinicius em artigo publicado naquela edição de 1980. Além das mulheres, deixou cinco filhos.

Quase sempre com um copo de uísque na mão, acompanhado de um cigarro, o diplomata, poeta, compositor, dramaturgo e jornalista tinha várias faces e talentos. Na música, foi um dos ícones da Bossa Nova e compôs centenas de canções clássicas, entre elas “Garota de Ipanema”, uma parceria com Tom Jobim, “Arrastão”, feita com Edu Lobo e eternizada na voz de Elis Regina e “Quando tu passas por mim”. Também contribuiu em 13 músicas do álbum “Canção do amor demais”, de Elizeth Cardoso, lançou o disco “Os afro-sambas” com Baden Powell e se aproximou de Toquinho, com quem realizou sua última obra musical, o álbum “Um pouco de ilusão”. Clique aqui para ler mais.

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