Número de sexagenários fazendo o Enem é o maior

Por Maya Santana
A terceira idade cada vez estuda mais

A terceira idade cada vez estuda mais

Como o número de velhos no Brasil só aumenta, também cresce anualmente o total de pessoas com mais de 60 anos que vêm fazendo o exame. Este ano, foi registrado o maior número desde que o Enem foi criado, em 1998: mais de 15 mil sexagenários ou mais estão participando. No geral, a terceira idade está estudando mais, como mostra este artigo publicado pelo portal Terra

Leia:

Não são apenas os jovens que estão buscando aprimorar a educação no Brasil. Os idosos, que comemoram nesta quarta-feira o seu dia, estão procurando, cada vez mais, o ensino básico e até o superior. Neste ano, por exemplo, 15,5 mil pessoas da terceira idade fizeram a inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O número de inscritos com 60 anos ou mais tem crescido anualmente. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no ano passado, eles somaram 10,9 mil e, em 2009, foram 4,7 mil.

O Enem é a porta de entrada para instituições de ensino superior e técnico, além do financiamento estudantil e intercâmbio acadêmico. Neste ano, as provas serão aplicadas nos dias 8 e 9 de novembro. No total, foram 8,7 milhões de inscritos.

“O aumento de idosos está sendo identificado em várias instituições de ensino superior. São pessoas aposentadas, que por vezes já têm diploma de ensino superior e buscam outros cursos, que procuram uma mudança de carreira ou ainda a realização de um sonho”, diz o superintendente-geral de Educação a Distância do Centro Universitário Iesb, em Brasília, Francisco Botelho.

Ele lembra também que é alto o número de estudantes que procuram cursos à distância pela comodidade. O engenheiro agrônomo aposentado Tarcisio Siqueira é um deles. Ele tem 75 anos, 41 dedicados à agronomia. Depois de aposentado, para “exercitar o cérebro”, decidiu estudar engenharia civil à distância.

“O nível de entendimento daquilo que é repassado, de compreensão e assimilação, é diferente”, compara a segunda com a primeira graduação, concluída quando tinha pouco menos de 30 anos. “Tenho assimilado com mais facilidade por causa da experiência que acumulei. Tenho também mais tranquilidade com o conteúdo que é colocado”, diz.Clique aqui para ler mais.


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais