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O belo nascimento do menino Miguel

Por Maya Santana

Eduardo Campos com o quinto filho, que tem síndrome de down

Eduardo Campos com o quinto filho, que tem síndrome de down

Desde que foi publicada a notícia do nascimento de Miguel, filho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na segunda-feira passada, 27 de janeiro, queria comentar aqui a louvável atitude do pai, divulgando fotos e saudando com alegria a chegada de seu quinto filho, portador de síndrome de down. Se não ganhou o meu voto – ele deve ser candidato a presidente da República – Eduardo Campos ganhou de imediato o meu mais profundo respeito. Gostei desse artigo de Elio Gaspari, publicado em O Globo.

Leia:

O quinto filho de Eduardo e Renata Campos tem síndrome de Down, e eles celebraram a vida. Foi o poeta João Cabral de Melo Neto quem disse: “Não há melhor resposta que o espetáculo da vida”. É raro que ocorram episódios comoventes na esfera privada de políticos brasileiros. A imediata divulgação, pelo governador Eduardo Campos, de que seu quinto filho nasceu com a síndrome de Down e a forma com que ele e sua mulher, Renata, lidaram com isso justificam a transcrição da mensagem que postaram na quarta-feira:

“Hoje os médicos confirmaram o que já estava pré-diagnosticado há algum tempo. Miguel, entre outras características que o fazem muito especial, chegou com a síndrome de Down. Seja bem-vindo, querido Miguel. Como disse seu irmão, você chegou na família certa! Agora, todos nós vamos crescer com muito amor, sempre ao seu lado”.

Esse tipo de comportamento revela não só o afeto de uma família, como serve de exemplo. Crianças nascidas com essa síndrome às vezes inibem os pais, infelicitando-lhes as vidas. Houve época em que eram raros os casos como o de Charles de Gaulle, cuja filha Anne nasceu com ela. O general que liderou a Resistência Francesa e governou o país por mais de dez anos, até 1969, era conhecido por sua reserva pessoal. Raramente ria ou brincava, salvo se estivesse com Anne. Com ela até cantava, fazia teatrinhos e tomava beliscões nas bochechas. Nunca se afastou da menina e levou-a consigo para a Inglaterra quando a França se rendeu à Alemanha. A moça morreu em 1948. Vinte e dois anos depois, quis ser sepultado ao seu lado.

Conduta muito diferente de Joseph, o patriarca da família Kennedy. Ele educou seus filhos num padrão de competitividade doentia. Quando Rosemary, a filha mais velha, mostrou-se depressiva e lenta no aprendizado (nada mais que isso), submeteu-a a uma lobotomia experimental. Deu tudo errado. Aos 23 anos, ela perdeu a fala e andava com dificuldade. Esconderam-na num asilo e os pais não a visitaram. Rosemary terminou seus dias em 2005, aos 86 anos, tendo sobrevivido a três irmãos homens e a uma irmã que se tornara marquesa.

Felizmente, no Brasil, ocorreram mudanças exemplares. Em 2011, Romário levou sua filha Ivy a um evento contra a discriminação. O mesmo fez o ministro Dias Toffoli, do STF, com seu irmão José Eduardo.

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5 Comentários

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lillian felipini 23 de agosto de 2014 - 12:51

exemplo de dignidade humana…………………

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Margareth Alves 20 de agosto de 2014 - 17:50

Cada vez mais me encanto com a formação dessa linda família, ou seja para nós mulheres, homens com as caracteristicas de Eduardo Campos é coisa rara, além de bonito, excelente marido e pai, além de político, homem comprometido com os mais simples, pena que não o teremos na presidência do Brasil, mas quem sabe, muitos se espelharam em seu caráter!

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Mirian Garbelotto 12 de fevereiro de 2014 - 17:13

Parabéns, atitude de gente de bem, que tem amor no coração.
Felicidades e saúde para Miguel.

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Lourdes Spádoa 2 de fevereiro de 2014 - 18:29

… Não sabia…

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lisa santana 2 de fevereiro de 2014 - 15:06

Viver com a diferença é difícil né? Principalmente em uma sociedade onde a competitividade é alimentada como sendo a razão de viver. Queiram as forças cósmicas, que estejamos saindo da era Darwinista( A competição das espécies) para entrarmos na era do cooperativismo, ou seja, ajudarmos mutuamente a viver, que como dizia Nelson Rodrigues ” A vida não é exatamente um piquenique. E como hoje é dia de Yemanjá, que ela nos dê uma forcinha nesta empreitada.

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