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O cinema se rende ao despertar sexual feminino aos 70 anos

Por Maya Santana

Em The Wife, Glenn Close interpreta uma peculiar cena de sexo com Jonathan Pryce (Alto Pardal em Game of Thrones)

Maya Santana, 50emais

O cinema vai acompanhando o que acontece na vida real. Como mulheres e homens estão vivendo mais, também estão fazendo sexo até mais tarde na vida. Há quatro filmes chegando aí que mostram claramente esta realidade. Atores e atrizes, septuagenários e octogenários, interpretam casais com vida sexual ativa, com Glenn Close, 70, Jane Fonda,79, Diane Keaton, 71, e Helen Mirren, 72, protagonizando uma onda de comédias. “Acho que as pessoas não se dão conta de que você continua sendo sexualmente ativa até morrer”, afirmou Glenn Close, 70, em uma entrevista recente. Como você vai ler neste artigo de Noelia Ramírez para o jornal El País, Close é protagonista de The Wife (literalmente, A Esposa) e, já na sétima década de vida, poderá ganhar o tão merecido Oscar.

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Na cena que abre The Wife, o filme que pode dar a Glenn Close seu primeiro Oscar – ela é a nova Leo DiCaprio, foi indicada seis vezes e nunca levou o prêmio para casa –, a atriz interpreta uma peculiar cena de sexo com Jonathan Pryce (Alto Pardal em Game of Thrones). No filme eles são um casal de escritores, ele mais bem-sucedido do que ela, prestes a se tornarem avós e ganhar um Nobel (ele), em plena crise conjugal anterior à catarse total na Suécia. A crítica se rendeu diante de “uma fantástica sequência inicial” que retrata como é o sexo para aqueles que já passaram dos 60 anos. “Seria bom que as crianças a vissem. A cena é divertida e real”, disse a intérprete ao The Guardian, após sua aclamada estreia no Festival de Toronto.

Robert Redford, 81, e Jane Fonda, 79, no filme Nossas Noites, que estreia no final de setembro

Close aproveitou sua entrevista à imprensa para defender dois pontos: um, criticou o etarismo hollywoodiano pedindo “mais papéis” para atrizes que, como ela, estão “no auge de seu poder” (The Hollywood Reporter) e dois, defendeu a sexualidade das mulheres maduras: “Acho que as pessoas não se dão conta de que você continua sendo sexualmente ativa até morrer” (The Guardian).

O despertar sexual feminino bem acima dos trinta anos vive seu momento de glória no cinema. Após a inclusão da sexualidade nas mulheres de 40 há alguns anos (Amor Sem Pecado e The Hot Flashes), os ícones sexuais dos 70 assumiram o nicho de um mercado em sintonia com a nova fornada de literatura para mulheres maduras fogosas escrita por Claire Dederer e Arlene Heyman. Além de Close, outras atrizes que passaram dos 70 vivem um momento de glória sentimental na ficção, colocando-se no centro do discurso e interpretando outros papéis além das mães (e avós) dos protagonistas.

Jane Fonda, que também experimenta o sexo em sua série Grace and Frankie, se reencontra com Robert Redford meio século depois de Descalços no Parque em Nossas Noites, uma das estreias da Netflix na primavera (29 de setembro) e a vertente mais romântica na programação cinematográfica. Baseado no romance homônimo de Kent Haruf, Fonda e Redford interpretam um casal de viúvos que foram vizinhos por toda a vida, cujos filhos já moram longe, mas jamais se preocuparam em conhecerem-se profundamente. Para combaterem a síndrome do ninho vazio, Fonda e Redford vivem uma história de amor sobre como envelhecer com dignidade. Clique aqui para ler mais.

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