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O Corpo estreia em BH a turnê mundial de "Triz"

Por Maya Santana

Cabos de aço recobrem quase toda a caixa cênica da nova montagem

Dançarinos atrás dos cabos de aço, que recobrem quase toda a caixa cênica


Se existe uma instituição da qual os mineiros se orgulham é O Corpo, o grupo de dança sediado em Belo Horizonte, reconhecido como um dos melhores do mundo. O grupo estreou neste final de semana em BH o espetáculo Triz, com coreografia das mais ousadas, no início da sua turnê mundial. Normalmente, O Corpo faz a estreia seus espetáculos em Sampa. Foi obrigado a romper a tradição por problemas de saúde do coreógrafo e alma da companhia, Rodrigo Pederneiras. Leia os detalhes neste artigo publicado pela Veja BH:
Em maio deste ano, três meses depois de passar por uma cirurgia para reconstituir um tendão do ombro e dois músculos do braço esquerdo, o coreógrafo Rodrigo Pederneiras rompeu o menisco do joelho esquerdo. Acostumado a coreografar usando o próprio corpo para dar vida aos movimentos, o ex-bailarino viu em sua limitação física uma ameaça para a criação do novo espetáculo do Grupo Corpo, que, desde 2005, estreia rigorosamente a cada dois anos. “Comecei a compor sem saber se conseguiria terminar”, revela. Mas o medo não o paralisou. A dor e o desconforto causados pela perna imobilizada acabaram levando-o a ultrapassar os próprios limites e a criar, em suas palavras, o balé mais difícil já dançado pela companhia, formada por 21 bailarinos. Inspirada no mito grego de Dâmocles (que tem sobre a sua cabeça uma espada suspensa por um tênue fio de crina de cavalo), Triz, a 34ª montagem do grupo, não dispensa, em momento algum, a iminência do risco.
“A coreografia é rápida, e a contagem dos passos, muito difícil”, confirma o bailarino Elias Bouza. “Não há tempo para corrigir um erro”, admite. O empenho do elenco, mais do que nunca, foi determinante. “Se não fossem os bailarinos, eu não teria concluído o trabalho. Foi uma criação colaborativa”, confessa Rodrigo. Por causa do impedimento de Digo – como o coreógrafo é chamado nos bastidores -, os ensaios foram empurrados para o fim de maio, período em que, geralmente, a obra em processo costuma estar bastante avançada. O atraso favoreceu o público belo-horizontino. Abandonando a antiga tradição de estrear em São Paulo, a companhia apresentou neste final de semana Triz em primeira mão. Amanhã, terça, haverá outra apresentação no Palácio das Artes. A última estreia em nossos palcos foi com Três Concertos (1991). A turnê mundial, que conta também com a apresentação de Parabelo (1997), segue para o Rio de Janeiro e só em novembro chega à capital paulista. No ano que vem, o Corpo leva a nova montagem para a França, para os Estados Unidos e para a Inglaterra.
Não é só na coreografia que Triz carrega a angústia da superação. O espetáculo parece estar todo “por um fio”. A começar pelos figurinos da arquiteta, cenógrafa e designer Freusa Zechmeister, que completa a sua 26ª parceria com a companhia. Depois de cinco tentativas, Freusa optou pelas linhas pretas e brancas. O cenário de Paulo Pederneiras é uma sensação à parte. Com cerca de 15 quilômetros de cabo de aço, ele recobre praticamente toda a extensão das paredes da caixa cênica, limitando as entradas e saídas dos bailarinos a três frestas. Pela primeira vez, o cenógrafo e iluminador deixa transparecer o que ocorre por “trás dos panos”, aventurando-se no limiar entre o ensaio e o espetáculo. “Eu começo a fazer e vejo que as possibilidades vão além das que consigo enxergar em um primeiro momento”, explica Paulo. Tanto a coreografia quanto o cenário foram criados em cima da trilha sonora, encomendada a Lenine, que fez sua primeira incursão na companhia em Breu (2007). Clique aqui para ler mais.
Veja o grupo dançando num outro espetáculo, o Onqotô:

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0 Comentários

Toninho Reis 2 de setembro de 2013 - 14:13

Um grande coreografo,conheço Rodrigo desde os anos 80, o admiro muito,na minha epoca de New Yoork nao perdia um de seus trabalhose sempre nos encontravamos após. parabens e muitos anos pela frente………….

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