O creme facial personalizado de R$ 15 mil que usa DNA do usuário

Por Maya Santana
Clínicas prometem cremes específicos para o DNA de cada cliente

O objetivo é identificar o potencial antioxidante de cada cliente, pois, segundo a clínica, isso ajuda a entender como a pele pode se proteger naturalmente contra o envelhecimento

Como a humanidade está vivendo mais, é cada vez maior a busca por produtos que adiem o envelhecimento, principalmente de pessoas que têm dinheiro para pagar pelos avanços obtidos nesta área. Neste artigo de Jemima Sissons para a BBC Brasil, ela fala de uma clínica em Londres que vem utilizando produtos cosméticos caríssimos -alguns chegam ao equivalente a 15 mil reais-feitos com base no DNA de cada um. Ou seja, o creme é personalizado, só funciona naquela pessoa. Além da Europa, a moda também está ganhando adeptos em Nova York, Los Angeles e Cingapura, e ainda no Oriente Médio e na Rússia.

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Entrar pelas portas da Geneu é como ter uma visão de um futuro onde reina a beleza perfeita. Mulheres esbeltas, adornadas com saltos altos, blazers brancos e batom vermelho flanam pelo endereço, que fica bem ao lado de algumas das lojas de grife mais exclusivas de Londres.

Estamos em uma clínica de estética onde as prateleiras estão forradas de produtos que custam espantosas 3 mil libras (ou quase R$ 15 mil).

Mas por que algumas pessoas estão dispostas a pagar tudo isso por um creme facial? Porque, segundo a Geneu, trata-se de um cosmético absolutamente perfeito: a empresa alega usar o DNA de cada cliente para elaborar um tratamento exclusivo e que só funciona para aquele indivíduo.

A empresa afirma que o interesse de jovens profissionais endinheirados por usar informações genéticas na busca pela eterna juventude é cada vez maior, e que suas vendas só crescem. A moda também está ganhando mais adeptos em outras grandes metrópoles do mundo, como Nova York, Los Angeles e Cingapura, e ainda no Oriente Médio e na Rússia.

Os especialistas da Geneu recolhem a saliva do cliente para analisar seu DNA. Um teste básico pode trazer resultados em 30 minutos, por uma taxa extra. Ou é possível esperar 48 horas para que a amostra seja analisada por um laboratório no Imperial College, uma das mais prestigiadas universidades britânicas.

Tratamento consiste em analisar DNA a partir de uma amostra de saliva
O objetivo é identificar o potencial antioxidante de cada cliente, pois, segundo a clínica, isso ajuda a entender como a pele pode se proteger naturalmente contra o envelhecimento.

Uma pesquisa realizada em 2014 pelo instituto Canadean junto a 2 mil consumidores britânicos, revelou que 45% se interessam por uma abordagem científica dos cosméticos para os cuidados com a pele. Destes, 54% disseram que estariam dispostos a oferecer amostras de sangue, pele ou cabelos para obter produtos personalizados.

Um exemplo é a administradora Martine Peremans, que vem utilizando esses produtos há dois anos e conta que, apesar de não notar resultados diariamente, percebe diferenças imediatas quando para de usar os cremes.

“Esses produtos fizeram muito mais por minha pele do que qualquer outro creme ou soro que eu já usei”, diz. “Eu realmente acredito que se trata de uma nova fronteira em termos de tratamentos cosméticos.

Essa abordagem de alta-costura para a beleza é apenas uma das várias maneiras como pessoas com alto poder aquisitivo estão se atirando na onda de ter seu DNA analisado. Clique aqui para ler mais.


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1 Comentários

Ana 18 de junho de 2016 - 12:57

Não acredito muito nisso. Um bom creme sempre vai fazer bem á pele. Mas em termos de custo-benefício, eu só pagaria este valor se a mudança na minha pele fosse radical.

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