O espetáculo único da vida: do nascer ao morrer

Por Maya Santana
Aos 70 anos, nossa face é a trigésima quinta cópia da que tínhamos ao nascer

Aos 70 anos, nossa face é a 35ª cópia da que tínhamos ao nascer

Este é um texto do Dr. Dráuzio Varella fundamental para todos nós. O médico relata, de maneira minuciosa e extremamente interessante, cada passo da nossa existência: da chegada ao mundo à despedida da vida. O processo de envelhecimento é contínuo a partir da fecundação. Segundo Dr. Dráuzio, ” Aos 70 anos, nossa face é a trigésima quinta cópia da que tínhamos ao nascer. A cada cópia as imperfeições se tornaram mais aparentes. É por isso que parecemos tão diferentes quando estamos mais velhos.”

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Nossos filhos se tornaram adultos e tiveram filhos. O nascimento de um neto é evidência de que não somos mais necessários para a perpetuação de nossos genes. Desse momento em diante a vida seguirá em frente, estejamos ou não por perto.

Em 70 anos, uma recém-nascida se tornou avó ou bisavó. Quando nos aposentamos, a vida corre mais devagar. Nossos movimentos também estão mais lentos. Os sinais externos da idade ficam mais evidentes. Nossos sentidos estão menos sensíveis.

Desde o nascimento, começamos a perder os cílios responsáveis pela captação dos sons, no interior do ouvido. Nessa idade já temos dificuldade para escutar os sons de alta freqüência. Devagar, com o tempo, perderemos até os que captam freqüências baixas. Os ossículos que transmitem as ondas sonoras da membrana do tímpano para dentro do ouvido endurecem. Fica difícil ouvir o que os outros falam.

Como o tempo, o processo de envelhecimento é contínuo, não para

Como o tempo, o processo de envelhecimento é contínuo, não para

A visão também piora. A vida inteira expostos aos raios de sol, o cristalino, a lente dos olhos, perde a elasticidade e escurece. Pode até mudar a cor dos olhos. O cérebro precisa fazer acrobacias para compensar essas alterações.

O esqueleto reflete bem o desgaste de muitos anos. Os ossos continuam fabricando células novas para substituir as velhas, mas os osteoblastos já não dão conta de repor as células perdidas. A perda constante de massa óssea torna os ossos quebradiços: é a osteoporose, um perigo permanente. Sofrer uma fratura é muito mais fácil. Isso acontece com ambos os sexos, mas as alterações hormonais da menopausa aceleram o processo nas mulheres.

Por que a aparência de nosso corpo muda tanto entre os 40 e os 70anos? É bem mais do que uma questão de uso e desgaste. O envelhecimento é um processo que afeta uma por uma de nossas células.

A cada dia, bilhões de nossas células se dividem em duas. Para isso, precisam duplicar o DNA, e destinar uma cópia para cada célula-filha. Enquanto as células mais velhas morrem, as recém criadas ocupam o lugar deixado por elas. O problema é que o mecanismo de divisão celular é sujeito a pequenos erros. Quando o DNA é copiado, as imperfeições contidas nele também são duplicadas.

Cada um desses erros é transmitido às células-filhas, às células-netas e, assim, sucessivamente, para todas as descendentes. É como nas fotografias: cópias de cópias perdem a nitidez. Desde o nascimento trocamos todos os ossos do nosso rosto a cada dois anos.

Aos 70 anos, nossa face é a trigésima quinta cópia da que tínhamos ao nascer. A cada cópia as imperfeições se tornaram mais aparentes. É por isso que parecemos tão diferentes quando estamos mais velhos. Clique aqui para ler mais.


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