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O fascínio de Pompéia, cidade destruída por vulcão há 2 mil anos

Por Maya Santana

A cidade tinha 20 mil habitantes quando foi tomada pelas lavas do vulcão

A cidade tinha 20 mil habitantes quando foi tomada pelas lavas do vulcão

Está tudo como no ano 62 depois de Cristo, quando foi coberta pelas lavas de um vulcão. Tantos séculos depois, a cidade italiana de Pompéia continua atraindo milhares de turistas. Lá, é como se o tempo não tivesse passado: os corpos das pessoas estão exatamente do jeito em que estavam na hora em que foram surpreendidas pela lava expelida pelo Vesúvio.

Leia o relato de Giuliana Preziosi, que perambulou por três horas pelas ruas da lendária cidade. E veja na galeria 20 imagens da cidade destruída:

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Passear por Pompéia foi muito interessante, apesar de me deixar um pouco abalada. Imaginar a vida naquela cidade quando de repente, pela manhã, as pessoas são pegas desprevenidas por uma fumaça tóxica que acaba com tudo, é chocante.

A cidade de Pompéia foi fundada no século VII a.C, sob a influência das civilizações gregas e etruscas que dominavam a região sul da Itália. Entre 27 d.C. e 37 d.C., a cidade viveu seu apogeu, grandes edifícios privados e públicos foram construídos, mas um terremoto em 62 d.C. derrubou grande parte da cidade. Esta estava sendo reerguida quando, em 24 de agosto de 79 d.C., o vulcão Vesúvio explodiu, expelindo grande quantidade de lava viscosa que se solidificou rapidamente por toda a cidade.

A lava cobriu toda a cidade de Pompéia e sua cidade vizinha, Herculano, com uma camada de dois metros de espessura. Em seguida, uma nova camada de quinze metros, feita por cinzas e pedras, cobriu a cidade matando cerca de 30 mil pessoas.

Nós chegamos por volta das 15h no sítio arqueológico (Pompeii Scavi) e a maioria das visitas guiadas já tinham começado. Vale muito a pena ter um guia para conhecer Pompéia, o lugar é enorme e repleto de peculiaridades. Mas, não foi nosso caso. Fomos escutando um pouquinho dali e pouquinho de lá, acompanhando o mapa e as placas de orientações.

Após a grande erupção do Vesúvio, que provocou uma intensa chuva de cinzas, a cidade se manteve oculta por 1.600 anos, até ser reencontrada em 1748. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção.

É impressionante como alguns corpos encontrados e expostos no local ainda transmitem tanta emoção. É possível imaginar a angústia das pessoas pegas de surpresa pela posição em que se encontram seus corpos. Pessoas dormindo, viradas de bruços tentando se proteger, um pai segurando a mão de seu filho, crianças como se estivessem tentando se esconder, um homem rezando e até um cachorro acanhado. Mesmo depois de tantos anos, a marca dessa tragédia é visível nos corpos petrificados.

Algumas das partes mais fascinantes de Pompéia incluem as travessas das ruas, as áreas de compras, banheiros, as tavernas e até o prostíbulo. Mesmo sob ruinas, é possível mergulhar no tempo da Roma Antiga e imaginar como era a vida naquela época. Passamos pelo mercado, que tinha uma grande fonte ao centro, pela lavandeira e pelos seus anfiteatros (o pequeno e o grande). Vimos o estilo das casas; há ruas de casas menores provavelmente da camada mais pobres da população e ruas com casas maiores para os mais afortunados. Também passamos pela região que tinham restaurantes e, segundo o guia local, era costume comer fora de casa.

Nossa visita durou quase 3 horas; o sol estava se pondo e iluminando o Vesúvio como se fosse ele o grande deus da cidade. Fez eu pensar na fúria da natureza e o que estamos fazendo com ela, mesmo após 2.000 anos dessa tragédia. É como se a natureza fosse uma sereia que encanta com sua beleza, mas se não tomar cuidado, pode ser impiedosa.

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2 Comentários

lisa santana 23 de abril de 2017 - 22:21

Eu também, Ana. Fiquei curiosíssima.

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ana 23 de abril de 2017 - 21:16

Agora quero ir à Pompéia.

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